Teles culpam dificuldade de instalar antena por deficiências nos serviços celulares no Norte


As operadoras de telefonia móvel culparam a dificuldade em instalar antenas, além das restrições impostas pela topografia da região, por deficiências do serviço nos estados do Norte. O tema foi debatido na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, nesta quinta-feira (31). O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), autor do requerimento para realização do debate, criticou o presidente da Anatel, João Rezende, que, apesar de convidado, não compareceu à audiência pública.

“Não se aceitará a presença, nesta ou em outra audiência pública para o qual for convidado, de representantes do senhor presidente da Anatel. O espaço nesta mesa estará vago, disponível, representando assim o desrespeito desse senhor para com o Senado Federal e os membros desta comissão”, disse Rodrigues. Ele recusou a participação do superintendente de Controle de Obrigações da agência, Roberto Martins, indicado para substituir Rezende.

O diretor de Assuntos Regulatórios da Claro, Christian Wickert, disse que os serviços da operadora na região irão melhorar a partir do uso da frequência de 850 MHz para a cobertura 3G na Amazônia. Segundo ele, o uso dessa faixa foi autorizado recentemente pela Anatel, mas depende da instalação de 18 torres e encontra dificuldade na autorização por parte dos governos estadual e municipais.

Já o representante da TIM, André Gustavo, lembrou que a operadora investiu R$ 250 milhões para levar sua rede à região junto com o Linhão de Tucuruí. “Por mais que se invista em infraestrutura, a melhoria não vem se a instalação de antenas é retardada”, disse.

O representante da Vivo, Enylson Camolesi, afirmou que a maioria das falhas no serviço decorre de deficiência no serviço de energia elétrica na região, principal insumo da telefonia móvel. Ele defendeu o estabelecimento de Parcerias Público-Privadas para incentivar a cobertura de cidades onde a prestação do serviço é economicamente deficitária, a exemplo do que acontece em cidades do Espírito Santo.

O representante da Oi, Marcos Mesquita, por sua vez, defendeu o uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para ampliar a cobertura na região. Ele citou os investimentos pesados feitos pela operadora para levar a rede de fibra óptica na Amazônia, vinda da Venezuela.

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