Teles afirmam que M2M no Brasil “não fica em pé”, mesmo com desoneração do Fistel


Conforme diretor do SinditeleBrasil, Sérgio Kern, para uma receita anual de R$ 60,00 com cada conexão do chip M2M, o resultado final para a empresa, no primeiro ano de ativação do chip, é de dois centavos, e nos anos seguintes é de R$ 3,99, o que inviabilizaria o negócio.

As conexões M2M ainda não deslancharam no país, afirma o diretor do SindiTelebrasil, Sérgio Kern, porque, mesmo com a desoneração da taxa do Fistel (Fundo de Fiscalização) sobre esses chips, o resultado final para as operadoras é quase negativo. Segundo o executivo, mesmo com a redução da taxa do Fistel , que na hora da instalação passou de mais de R$ 26, para R$ 5,86 e da taxa de manutenção (taxa anual, que caiu para R$ 1,99), as demais despesas e outros impostos não deixam quase nada para as operadoras, no final.

Conforme as contas do sindicato, cada conexão M2M rende R$ 60,00 por ano para a empresa. No primeiro ano de ativação, após o pagamento do Fistel (R$ 5,86); impostos, (R$ 17,64); despesas de terceiros,( R$ 25,4) e outros itens restaria para a operadora apenas R$ 0,02. Nos anos seguintes, porque a taxa do Fistel diminui um pouco, sobraria R$ 3,99, o que, mesmo assim, a entidade considera muito pouco para remunerar a atividade e o capital. “O serviço não fica em pé”, afirmou. O executivo participou do Huawei Innovation Day.

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