Telemig: lucro cai e receita é afetada por melhora operacional da Vivo


A Telemig Celular registrou diminuição de 38% em seu lucro líquido neste segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado (de R$ 72 milhões para R$ 45 milhões). Operações de hedge cambial (para proteção da dívida) afetaram o resultado.  Mesmo em queda, o lucro ficou acima das previsões de alguns analistas (menos de …

A Telemig Celular registrou diminuição de 38% em seu lucro líquido neste segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado (de R$ 72 milhões para R$ 45 milhões). Operações de hedge cambial (para proteção da dívida) afetaram o resultado.  Mesmo em queda, o lucro ficou acima das previsões de alguns analistas (menos de R$ 30 milhões). Segundo informou a empresa, itens não-recorrentes como a reversão da provisão de ICMS de R$ 18,9 milhões e a redução da despesa com Imposto de Renda pela deliberação de juros sobre capital próprio em maio ajudaram o resultado.

No mesmo intervalo, a receita líquida de serviços caiu de R$ 265 milhões para R$ 243 milhões. Segundo o presidente da companhia, Ricardo Sacramento, a receita decresceu devido à solução, por parte da Vivo, de um problema de clonagem com a operadora CDMA. Por causa deste problema, a Telemig recebeu, no ano passado, R$ 30 milhões da Vivo (receita de roaming). “Não poderemos mais contar com isso, pois eles praticamente liquidaram a questão (clonagem)”, disse o executivo, em coletiva de imprensa, hoje, 15..  

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação)  caiu 13,8% , para R$ 93 milhões, contra os R$ 108 milhões do segundo trimestre de 2005. A margem Ebitda caiu 2,5 pontos percentuais, para 38,4%. “Mas é a melhor do Brasil”, destacou Sacramento.  

Inadimplência
A inadimplência subiu bastante na comparação dos trimestres. De R$ 5 milhões (2% sobre a receita líquida de serviços) no 2T05 para R$ 13 milhões (6%) no 2T06. A base de clientes praticamente não foi alterada em relação ao último trimestre (primeiro de 2006), ficando nos 3,4 milhões de assinantes. Mas houve queda no pós-pago (de 845 mil para 817 mil).  Segundo Sacramento, a empresa “está limpando a base” pois, principalmente no período de Natal, ocorrem muitas vendas “ruins”. A previsão do executivo de inadimplência para 4T06 é de 3%.

O ARPU (receita média por usuário) caiu em relação ao do 2T05 (R$ 11,76) para R$ 9,38 – mas manteve-se estável se comparado ao primeiro trimestre deste ano (R$ 9,54). O market share da móvel mineira vem caindo e está na faixa dos 34,5%. No 2T05 era de 40,6% e no 1T06, de 36,6%. De acordo com Ricardo Sacramento, o fato não ocorre devido à entrada de um novo player no estado. “Queremos que parem de dizer que é por causa da Claro. Eles entraram em março, já houve a impacto inicial de uma nova entrante com promoções agressivas, mas o efeito já foi neutralizado”, garante.

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