Telemig: festival promove arte feita com devices móveis


No senso comum, a tecnologia é vista como algo para melhorar o dia-a-dia do ser humano. Do ponto de vista prático “para facilitar as coisas”, caso do telefone celular. O que o homem não percebe de imediato é a capacidade, cada vez mais avassaladora, desta mesma tecnologia mudar seu comportamento. Questões como essa, fazem parte …

No senso comum, a tecnologia é vista como algo para melhorar o dia-a-dia do ser humano. Do ponto de vista prático “para facilitar as coisas”, caso do telefone celular. O que o homem não percebe de imediato é a capacidade, cada vez mais avassaladora, desta mesma tecnologia mudar seu comportamento. Questões como essa, fazem parte da reflexão provocada pelo festival Telemig Celular arte.mov, que acontece de 4 a 7 de outubro em Belo Horizonte.

Além de trazer artistas da vanguarda das novas mídias, o festival abre espaço para novos talentos. Poderão ser inscritos trabalhos audiovisuais entre trinta segundos e dois minutos, concluídos no período 2005/2006 e realizados em quaisquer tipos de mídia ou suporte na captação das imagens, preferencialmente produções realizadas por e/ou para aparelhos celulares, handhelds ou computadores de mão.

A relação dos trabalhos selecionados pela comissão de organização do festival, será divulgada no site www.artemov.net até o dia 25 de setembro. serão aceitos arquivos com menos de 8Mb, resolução mínima de 128 x 96 pixels e máxima de 720 x 480 pixels. Os arquivos podem ser gerados nos formatos 3GP, AVI, MPEG 4 ou Quicktime. A inscrição será feita no site do Festival, através do preenchimento e da aceitação eletrônica da ficha online. O envio dos arquivos pelo modo online deverá ser realizado até as 23:00 horas do dia 06 de setembro de 2006,

Conceito

Os conceito da festival pressupõe que o homem do mundo wireless é um nômade eternamente conectado. Nada é mais rápido do que uma mensagem de texto, nem mesmo um motoboy a toda velocidade. Diante de tudo isso, a necessidade da presença, de alguém se encontrar com outra pessoa é frequentemente questionada.  

Um exemplo de trabalho que se adequa ao conceito é a obra Dialtones, de Golan Levin (artista que, diga-se de passagem, expõe em São Paulo na exposição emoção art.ficial 3.0, no Itau Cutural).  Ele produziu uma telesinfonia produzida pelo som dos celulares de um determinado público, coreografados a partir de sua localização e do tipo de toque.

Dialtones propõe investigar de que forma as redes permitem gerar padrões musicais inesperados e fenômenos sonoros imprevistos. Ao transformar em música o burburinho de toques muitas vezes percebidos como incômodo, o espetáculo subverte o aviso de praxe: para assistir Dialtones, recomenda-se que o público mantenha os aparelhos celulares ligados. (Da Redação)

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