Telemig Celular oferece bônus para quem receber ligações


O que é liberdade? Bem, se for no ambiente de disputa acirrada entre empresas celulares, significa usar seus bônus promocionais para ligações para outras operadoras e não apenas o tradicional “De Telemig para Telemig, de Tim para Tim, etc”. Foi nesse espírito, ou pelo menos com essa estratégia de marketing, que o novo presidente da …

O que é liberdade? Bem, se for no ambiente de disputa acirrada entre empresas celulares, significa usar seus bônus promocionais para ligações para outras operadoras e não apenas o tradicional “De Telemig para Telemig, de Tim para Tim, etc”. Foi nesse espírito, ou pelo menos com essa estratégia de marketing, que o novo presidente da Telemig Celular, Ricardo Sacramento, divulgou em coletiva de imprensa, as novas promoções da móvel mineira.

A Telemig Celular está lançando dois novos modelos de cartões para celulares pré-pagos. Na alternativa “Pra falar fácil”, foram lançandos os cartões com preços de R$ 3 e R$ 5. No modo “Pra falar mais”, cartões de R$ 16 e R$ 32. Na compra destes dois últimos, o cliente recebe R$ 1 de bônus para cada minuto de ligação recebida, com limite de bônus de R$ 32 e R$ 64, respectivamente. A única restrição é para longa distância. Ou seja, o cliente pode ligar para telefones fixos e móveis de qualquer operadora. E tem 30 dias para fazê-lo.  

“Percebemos, através de pesquisas, que esse negócio de só poder ligar para a mesma operadora irrita os clientes. Queremos dar liberdade total aos nossos”, destaca Sacramento. A empresa investiu cerca de R$ 10 milhões em pesquisas com o consumidor mineiro e analisou cases semelhantes de operadoras das Filipinas, Portugal e Tunísia.

Mercado
Sacramento destacou que o mercado de pré-pago no país deve ser olhado com maior atenção, afinal trata-se de 80% dos usuários. Segundo ele, o que a Telemig está fazendo é contemplar toda a pirâmide social. Desde a base (classes D e E), com os cartões de R$ 3 e R$ 5, até aqueles que têm disponibilidade financeira e querem falar mais (classe C). “Quero me relacionar com esse cliente que não pode comprar um cartão de R$ 10, mas tem R$ 3 para gastar”, afirma.

Com a palavra “agressividade” na ponta da língua, o executivo planeja adequar a operadora à realidade do país, que, segundo seus cálculos, tem 50% dos trabalhadores no mercado informal, e estes nem sempre estão com as contas em dia. “Não é só vender. Quero fidelizar. Promoções como essa promovem um intenso boca-a-boca que só faz bem à nossa empresa”, comenta o executivo.

Arpu e Churn
Mesmo tendo aumento de gastos com a promoção, por exemplo quando o cliente faz, por meio do bônus, ligações para telefones fixos (pagando tarifa de interconexão), Sacramento prevê o sucesso basicamente em dois pilares: aumento do Arpu (receita média por assinante), que, na Telemig é de R$ 11,80 (pré-pago) em R$ 1. E queda do churn para abaixo dos 30%. Hoje é de 38%.

Na Amazônia Celular, onde Sacramento já foi presidente, promoção semelhante concentrou 40% das recargas.  Ele acredita que, apesar dos bônus gratuitos, a oferta movimentará toda a cadeia. “Quem recebe ligações faz mais ligações”, ensina. E não teme inibir adesão aos planos pós-pagos ou mesmo migração. “Nossos clientes tem um perfil bem definido. E, quando eles gastam demais por estarem em um plano errado, nosso call center avisa”, confia.

Perguntado sobre a disputa que os sócios Opportunity (que controla a empresa) e fundos e Citigroup (que querem assumir) travam na Justiça, Sacramento desdenhou. “Não estou nem acompanhando. Estou mais preocupado com o jogo do Telemig Celular (time que está nas finais do campeonato brasileiro de vôlei). Aliás, vocês (jornalistas) estão todos convidados a comparecer ao (ginásio) Mineirinho”, disse ele, encerrando a coletiva. 

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