Telemar questiona TV digital móvel gratuita e padrão japonês


O diretor de estratégia corporativa da Telemar, André Bianchi, acredita que a TV Digital móvel e gratuita (como propagam os radiofusores, defensores do padrão japonês) não é viável no país, por enquanto. “Eu ouço falar sobre isso, e só vejo aumento de custos. E a receita, vai crescer como?”, questionou ele, durante a Telexpo, em …

O diretor de estratégia corporativa da Telemar, André Bianchi, acredita que a TV Digital móvel e gratuita (como propagam os radiofusores, defensores do padrão japonês) não é viável no país, por enquanto. “Eu ouço falar sobre isso, e só vejo aumento de custos. E a receita, vai crescer como?”, questionou ele, durante a Telexpo, em São Paulo.
O executivo não quis comentar diretamente o que ele chama de “boatos”, ou seja, a definição do governo brasileiro pelo padrão japonês. “Eu só vejo um problema com o padrão japonês, a escala. Eu acompanho a história da tecnologia e não vejo como uma delas pode ficar barata sem grande escala. O GSM deu certo por causa da escala. Em um país como o Brasil, isso é complicado, preço é importante”, afirmou. A Telemar é defensora do padrão europeu, que está em dezenas de países e tem os setop boxes mais baratos do mercado até agora.
Ele também falou sobre a necessidade de um modelo de negócios que inclua as operadoras de telecom na exploração da TV Digital. “Billing e atendimento ao cliente são duas coisas que os radiodifusores não sabem e não têm como fazer. Tem que passar pela operadora”, defendeu. “E se a TV do cliente não pegar bem? Para quem ele vai ligar e reclamar? Para a Globo? Para a Bandeirantes? Para o âncora do telejornal?”

IPTV, com grade

Enquanto a polêmica não se resolve, a Telemar pretende atacar em outras searas, no caso a IPTV. A empresa quer oferecer TV via IP, mas com grade de programação e possibilidade de o cliente escolher entre diferentes canais. “O video on demand não é um negócio interessante”.
Para tanto, a empresa trava um debate com a Anatel a fim de conseguir uma licença de cabo ou MMDS com a intenção de oferecer TV por assinatura via IP. Bianchi acusou “manifesto desinteresse” em relação a licenças no Rio de Janeiro. “Há licenças de sobra, mas por enquanto não tivemos sucesso com a Anatel para obtê-las”, reclamou. A empresa já faz pilotos com o serviço, “de sucesso”, garante Bianchi, no Rio e em Belo Horizonte.

 

Anterior TV Digital: Conselho Consultivo pede a Lula abertura de audiência pública.
Próximos Nokia: TV móvel poderá rentabilizar o consumidor