Telefônica Vivo prevê investimentos de R$ 6,4 bilhões em 2014, sem incluir leilão de 700 MHz.


A Telefônica Vivo deve investir em torno de R$ 6,4 bilhões em 2014, 15% a mais que os R$ 6 bilhões aplicados no ano passado, se for considerado apenas o Capex operacional.  Do total investidos em 2013, R$ 450 milhões foram direcionados para o pagamento de frequências, o que deixou os investimentos diretos na operação em R$ 5,55 bilhões. Os investimentos deste ano ficarão  em torno de 18% a 19% do aumento da receita operacional líquida. Esta é a previsão feita pelo diretor-geral da operadora, Paulo Cesar Teixeira, após divulgar, nesta quinta-feira (8), os principais pontos dos resultados da companhia para o primeiro trimestre de 2014.

De acordo com os números, os investimentos da operadora entre janeiro e março deste ano o Capex somaram R$ 1 bilhão, 41,4% superior ao primeiro trimestre de 2013. O crescimento se deve à necessidade de aumentar a oferta de dados e ao cumprimento de obrigações, como a oferta de serviços nas áreas rurais, que começam a vencer no próximo mês, além da expansão da oferta de 4G. “Nos preparamos para isso e já mobilizamos a indústria”, afirmou Teixeira.

Faixa de 700 MHz

Segundo Teixeira, os investimentos previstos não incluem compra de licenças, como as da faixa de 700 MHz, cuja participação da companhia ainda está sendo avaliada. “Existem pontos importantes que somente serão conhecidos após as consultas públicas em andamento”, disse.

Um exemplo disso é o preço de cada lote, além dos custos relativos à mitigação, reposicionamento dos radiodifusores na frequência e a distribuição de conversores e filtros para as famílias de baixa renda, despesas que serão arcadas pelas vencedoras da licitação. “Sinceramente, não queremos emitir juízo de valor sobre essa questão agora”, completou Teixeira.

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