Vivo dobrará número de cidades onde usa a faixa de 700 MHZ, em novembro


ondas frequencia wikimedia

A Telefônica Vivo está confiante de que vai superar os concorrentes nas ofertas de serviços móveis 4G em curto espaço de tempo. A empresa vai responder ao avanço de TIM e Claro acelerando o investimento na expansão da rede. No próximo mês, pretende dobra o número de cidades em que já utiliza a frequência de 700 MHz, que passarão das atuais 199 para 400.

“Teremos 75% da população brasileira coberta com 4G ainda este ano. E temos vantagem no 3G, que chega a 4 mil cidades, enquanto o concorrente mais próximo cobre cerca de 3 mil. Para o 4G é importante já ter cobertura 3G a fim de garantir a experiência completa do celular”, falou Christian Gebara, COO da Telefônica. Ele se refere, no caso, à impossibilidade de o LTE transmitir voz, sem que seja adicionada à rede o plugin de VoLTE.

A companhia manterá a estratégia de atração de clientes para o pós-pagos. Esta base cresceu, e já representa 47,8% do total de assinantes móveis. Um ano ates era 44,2%. O feito, explicou Gebara, tem relação com a fidelidade obtida através do planos família. O churn dessa modalidade é 50% mais baixo que no pós-pago tradicional. Por isso, a intenção é expandir e trazer mais ofertas familiares ao mix.

TV paga

Segundo o executivo, a Vivo encerrou a expansão do DTH e está com foco total no IPTV. A operadora decidiu neste trimestre que vai levar a TV paga através da fibra em todas as cidades nas quais opera banda larga FTTH (fibra até a casa do cliente). “IPTV traz mais receitas, e vamos implementar em mais cidades. Levaremos a todas as cidades com FTTH até o final de 2018”, afirmou.

A operadora aumentou os investimentos (Capex) nos primeiros nove meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Gastou, até o final de setembro, R$ 5,3 bilhões em expansão de rede. Ao final do ano, espera ter FTTH em 83 cidades, e IPTV em 41 delas.

O executivou falou durante conferência com analistas, referente aos resultados do terceiro trimestre do ano. A Telefônica registrou aumento de 28% nos lucros entre julho e setembro.

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4 Comments

  1. 26 de outubro de 2017

    Ai eu te pergunto, por que não fizeram isso há dez anos atrás? O DTH, se paga bilhões para aluguel de faixa de banda no satélite. O retardo de transmissão é bem maior. Tanto a antena quanto o decoder tem um valor. Há necessidade de um setor especifico para instalação. Instabilidades atmosféricas podem interferir com a qualidade do sinal… Eles ainda usam circuítos fechados (telefone fixo.) para chamadas na linha fixa quando o voip é muito mais barato e nem sequer impactada na qualidade da conexão, tem o whatsapp mostrando isso. Falta de adoção de ferramentas de acesso remoto para resolução de problemas simples, aplicativos de auto-detecção e resoluções de problemas da própria empresa… Infelizmente antes das empresas falarem de crise, adoção de franquia, deveriam melhorarem os quadros internos, colocando gente do ramo que com capacidade melhorariam os processos, podendo ajudar a desenvolver os serviços e entender a obsolescência de determinadas tecnologias, a NET por exemplo já foi comprada por diversas empresas mas desde o seu início só ofereceu TV via coaxial, pois já a uma década atrás entendia que o DTH era mais caro que a oferta de triple play pelo mesmo cabo.

    Não é segredo que as teles sucateiam os quadros técnicos e alto escalão colocando gente sem a mínima condição, olhando o setor sempre têm desonerações e incentivos e o setor está sempre com a corta no pescoço falando sobre limitar o serviço ou penalizar o consumidor quando o buraco é mais em baixo, é necessário gente do ramo, que estudou aquilo e sabe o que está fazendo, conhece novas tecnologia que ajudam a baixar o custeio e não “executivos” que talvez nem sequer sabiam ligar um computador.

    • Marcos Diego
      28 de outubro de 2017

      Concorro em partes, o problema no Voip é o contrato com o governo na telefonia fixa comutada, quando há falta de energia eletrica o Voip fica fora enquanto o velho telefone fixo funciona.
      Quanto aos investimentos o proprio avanço d a técnologia se encarrega disso, e as teles sabem disso por isso estão sempre esperando a próxima tecnologia.
      Creio que existe algo grande e muito grande surgindo e quando vier vai ser igual a as máquinas fotograficas…todas as tecnologias existentes desapareceram.

      • 31 de outubro de 2017

        Vamos quanto as questões:
        Energia: Existem geradores, contratos exclusivos entre distribuidores de energia e empresas consumidoras onde o serviço não pode parar, com o SLA bem menor, pessoal dedicado.

        Contrato com o Governo: Certamente a base do contrato é a mesma da privatização, massificar e manter o serviço de telefonia fixa, todo o contrato pode ser atualizado desde que não haja penalização ou descumprimento das clausulas contratuais, o que haveria seria uma atualização na tecnologia que provém o serviço sem qualquer alteração da finalidade do contrato, para as empresas haveria redução nos custos e melhorias do serviços, mais clientes poderiam fazerem chamadas numa mesma localidade sem risco algum coisa que não acontece com o serviço comutado, caberia a ANATEL avaliar a nova tecnologia e regulamentar-la.

        Empresas ligadas na tecnologia: Discordo totalmente, em 2010 mandei um e-mail de sugestões para a Telefônica. Reclamando sobre a lentidão na instalação da fibra, basicamente falei para eles que o FTTH era inviável para um país de dimensões continentais, levaria muito tempo para massificar e os custos na época eram muito altos na época, o uso de DTH também era dispensável. Sugeri que deveriam aprimorem a infraestrutura de cobre já existente usando um modelo híbrido Fibra/cobre ou coaxial, muito mais barato se comparado ao FTTH, implementação mais rápida, todos os modens da empresa funcionam em ADSL2+, não mudaria nada na casa dos clientes, pelo modelo dá para passar TV e telefone e se bem feito passa até 100 megas, eliminação de custos, as portas deles já trabalham em velocidades altas devido o cobre perder muita velocidade conforme a distância, a infraestrutura já serviria para implementação futura do FTTH mas eles forma direto para o FTTH e estagnaram por alguns anos reclamando dos custos, enquanto empresas como a NET e GVT cresciam a todo o vapor usando o Docssis…

        Man, não precisa de FTTH para passar 100 megas, redes mais simples conseguem isso, talvez se tivessem feito isso, hoje teria 80% dos clientes com velocidades superiores a 20 megas, muito mais gente cabeada maior satisfação do cliente…

  2. 26 de outubro de 2017

    Concordo plenamente com sua colocação.