Telefônica/Vivo constitui consórcio para PPP de telemedicina na Bahia


Tele.Síntese Análise 381 Telefônica/Vivo constitui consórcio para PPP de telemedicina na Bahia   O Grupo Telefônica deixou claro que a atuação na área de tecnologia para saúde é prioridade. Em fevereiro, por meio da Telefónica Digital, comprou a empresa brasileira de gestão em saúde populacional Axismed. Nesta quarta-feira (20), a Telefônica/Vivo firmou, com a Faculdade …

Tele.Síntese Análise 381

Telefônica/Vivo constitui consórcio para PPP de telemedicina na Bahia

 

O Grupo Telefônica deixou claro que a atuação na área de tecnologia para saúde é prioridade. Em fevereiro, por meio da Telefónica Digital, comprou a empresa brasileira de gestão em saúde populacional Axismed. Nesta quarta-feira (20), a Telefônica/Vivo firmou, com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, um termo de aliança não remunerada que apoiará a operadora para desenvolver aplicações para a saúde. Ao observar essas movimentações, conclui-se que a companhia se prepara para entrar no segmento de e-health no país. A realidade vai além: a Telefônica/Vivo já participa da formação de um consórcio para disputar uma Parceria Público Privada (PPP) de telemedicina na Bahia.

 

O projeto ainda está em estudo pela Secretaria Executiva do Programa de Parcerias Público Privadas da Secretaria da Fazenda da Bahia para definição do grau de informatização a ser atingido, e isso definirá o valor da contrapartida. Mas a estimativa é de que a parceria tenha prazo de 20 anos e que o poder público desembolse R$ 100 milhões por ano de ressarcimento e contraprestação, totalizando R$ 2 bilhões, segundo informações da Secretaria.

 

O valor final do projeto, no entanto, dependerá do escopo. A iniciativa, em princípio, pretende criar um centro de diagnóstico de exames de imagem como tomografia, ressonância magnética, Raio-X, mamografia, PET Scanner, para atender 14 hospitais do estado, onde os exames seriam feitos e transmitidos por rede de telecomunicações. A digitalização do processo e a concentração dos profissionais no centro visa acelerar os diagnósticos e diminuir o tempo de internação entre seis e sete dias. O escopo do projeto traz uma dúvida: se será exigida do parceiro privado a informatização da área administrativa dos hospitais e a interligação dos protocolos médicos com a central de diagnósticos de exames de imagem. Existe a possibilidade de o governo exigir, no projeto, a integração do laudo do exame com o protocolo médico e a ficha do paciente, o que poderia elevar o valor da PPP. Outro ponto de debate seria o número de hospitais a serem embarcados na iniciativa.

 

A expectativa da Secretaria Executiva do Programa de Parcerias Público Privadas é concluir os estudos para a PPP em 60 dias e enviá-los para o Conselho Gestor de PPPs. Aprovado, o projeto também teria de passar por consulta pública. O leilão será realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em um prazo de cerca de quatro meses, informou uma fonte diretamente envolvida no projeto.

 

O Programa de Modernização Tecnológica com Telemedicina, Diagnóstico e Bioimagem tem o BNDES e o International Finance Corporation (IFC) como responsáveis pelos estudos de viabilidade. Poderão participar do leilão consórcios formados por três a cinco empresas. Além das exigências e garantias financeiras, será exigido do consórcio a comprovação de realização de um número de exames por ano, ainda a ser definido. A Telefônica/Vivo já conta com uma solução para gestão digital de imagens médicas.

 

Além de entrar na área de transmissão e gestão de imagens médicas, a Telefônica/Vivo avança, na área pública, no atendimento descentralizado à população. Uma das possibilidades para a operadora é iniciar um piloto de medicina a distância. Em visita ao município de Cabrália, na Bahia – onde a Telefônica/Vivo mantém um projeto de geração de renda de pescadores por meio de soluções conectadas em rede 3G, em parceria com a Qualcomm, e inaugurou um centro educacional para desenvolvimento de iniciativas empreendedoras em tecnologia, o presidente da operadora, Antônio Carlos Valente, evitou comentar a estruturação do consórcio para participar da PPP. No entanto, manteve conversas com o Executivo local sobre as possibilidades de atendimento remoto à população com doenças crônicas.

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