Telefônica, Sercomtel e Oi, prestes a acertar os números da universalização.


Mas a Oi, operadora que tem que carregar o maior número de obrigações, ainda está aflita, pois o governo não aponta as novas fontes de financiamento, e sem ela, a concessionária diz que não poderá arcar com o ônus da telefonia rural.

Amanhã e sexta-feira serão os dias dedicados para que as empresas e os técnicos da Anatel fechem de vez os custos das novas metas de universalização, as mesmas que foram estabelecidas no ano passado pela Anatel, que incluem a instalação de orelhões em escolas e postos rurais e em localidades dispersas, como quilombolas, assentamentos rurais, áreas indígienas, postos de fronteiras, etc.

Mas, nas reuniões de hoje, além da Embratel, todas as empresas que participaram das negociações – Telefônica, Sercomtel, e Oi – afirmaram que os custos levantados pelo governo e aqueles levantados pelas operadoras estão se igualando, sendo ultrapassada, assim, a primeira barreira para que o PGMU seja implementado.

Mas nem tudo está totalmente resolvido quanto a esta questão, visto que o Minicom entende que caberá à Embratel instalar os orelhões rurais em todas as localidades que estiverem mais afastadas 30 quilômetros da cidade mais próxima, obrigação que havia sido transferida, na consulta pública, para as concessionárias locais. Nas contas preliminares, isso significará mais de quatro mil TUPs a serem mantidos e instalados pela Embratel, via satélite, o que poderá aumentar bastante os custos da carrier.

A Oi, por sua vez, assinala que os custos encontrados vão comprovar que eles não poderão ser cobertos apenas pela economia apurada com a redução dos orelhões. ” A Oi está fazendo a sua parte. Aproximou os valores aos da Anatel, apresentou uma proposta de oferta de banda larga no atacado e no varejo. O governo precisa dizer de onde virão os recursos. A telefonia rural, em todo o mundo, precisa de fundos públicos”, afirmou uma fonte. 

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