Telefónica está confiante com ajuste fiscal no Brasil


Para executivos do grupo, que controla a Telefônica Vivo no país, políticas devem melhorar situação macroeconômica, o que permitirá continuidade do crescimento da operação local. Para Ángel Vilá, CFO do grupo espanhol, “o novo projeto político para a economia demonstra comprometimento e nos dá confiança na melhora do cenário macroeconômico, o que nos leva a acreditar que poderemos manter o crescimento das operações no Brasil no futuro”

O ajuste fiscal promovido pelo governo federal é visto com bons olhos pelos executivos espanhóis da Telefónica. Durante a conferência de resultados do grupo, que controla a Telefônica Vivo no Brasil, eles reafirmaram a aposta em crescimento contínuo da operação local e com ganhos em sinergias resultantes da fusão com a GVT.

Para Ángel Vilá, CFO do grupo espanhol, “o novo projeto político para a economia demonstra comprometimento e nos dá confiança na melhora do cenário macroeconômico, o que nos leva a acreditar que poderemos manter o crescimento das operações no Brasil no futuro”, falou.

O COO da companhia, José María Álvarez-Pallete reforçou a mensagem transmitida ontem por Amos Genish, que comanda a operação brasileira, de que os resultados vistos no país são sólidos. “Superamos [no Brasil] o crescimento dos concorrentes. Conseguimos pegar 97% do crescimento do mercado, crescendo inclusive em vendas de linhas fixas em São Paulo, uma amostra de que a reestruturação que fizemos no último trimestre funcionou”, falou.

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Os executivos destacaram que a Telefônica Vivo + GVT passou a ter 16,1 milhões de homes passed em FTTx, o que ajudará a manter em expansão as vendas em banda larga fixa e TV por fibra. Desse total, 11,6 milhões de homes passed vieram da GVT.

Em termos mundiais, ressaltaram que as fusões com GVT, no Brasil, e DTS, na Alemanha, contribuíram para impulsionar a receita no segundo trimestre deste ano. Juntas, acrescentaram 10 milhões de novos clientes à carteira do grupo, que cresceu 3%, para 329 milhões de assinantes. Atualmente, 66% da receita da companhia vem de três países: Espanha, Brasil e Alemanha.

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