Telefônica faz pedido de anuência prévia na Anatel para concluir compra da GVT


Autorização do Cade só deve ser solicitada até o final deste mês. A expectativa é de que o negócio seja aprovado no primeiro semestre de 2015, quando será feita a capitalização das operadoras.

A Telefônica deve protocolar entre hoje e amanhã na Anatel o pedido de anuência prévia para compra da GVT, enquanto o pleito para a aprovação prévia da operação ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) somente será apresentado até o final do mês. Foi o que afirmou o presidente da operadora, Antonio Carlos Valente após participar de encontro com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta terça-feira (7).

Segundo Valente, a operadora já começou a conversar com o Cade com o objetivo de que possa elaborar um documento que consiga receber a apreciação rápida do órgão antitruste. A expectativa da Telefônica é de que as aprovações saiam ainda no primeiro semestre de 2015. “Uma vez que isso ocorra, nós vamos iniciar o processo de capitalização das duas empresas – a Telefónica S.A. e a Telefônica Brasil”, disse. Reiterou, entretanto, que os prazos para que isso ocorra depende dos órgãos decidam sobre o negócio. ”Só posso manifestar aqui o desejo da companhia”, afirmou.

O presidente da Telefônica acredita que a operação não traz grandes preocupações do ponto de vista concorrencial, mas sabe que ela só pode ser concretizada com aprovação dos órgãos reguladores. Valente disse que o Cade não se manifestou formalmente sobre a operação, mas o órgão, em avaliação inicial, viu avanços na situação da operadora espanhola no Brasil, já que prevê a transferência de sua participação na Telecom Italia para a Vivendi, atual dona da GVT, como parte da operação.

Sinergias

Informou que se encontrou com o ministro Paulo Bernardo para apresentar a operação de compra da GVT, as vantagens e sinergias que serão obtidas. O negócio, anunciado em setembro, envolveu a cifra de R$ 22 bilhões e mais a transferência para a Vivendi das ações que a operadora espanhola tem na Telecom Italia, que controla a TIM no Brasil.

Valente não quis adiantar sobre se haverá mudanças de marca das empresas, decisão que será avaliada no futuro, mas afirmou que será preservado o modelo de gestão da GVT. “Uma das grandes forças da operadora é a sua equipe de gestão, comandada pelo Amos Genish, de grande valor e que tem, por parte da Telefónica, a melhor avaliação”, afirmou.

O presidente da GVT, Amos Genish, acompanhou Valente na visita a Paulo Bernardo.

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