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O grupo espanhol Telefónica pretende obter entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão com a abertura do capital da sua subsidiária na Argentina. Já teriam sido contratados Bank of America Merrill Lynch e Morgan Stanley para organizar a emissão da ações.

O objetivo da venda, que é aventada há pelo menos um ano, seria reduzir o endividamento geral do grupo. Atualmente, a dívida soma € 44,2 bilhões, equivalente a 2,66x o lucro operacional antes de impostos e amortizações (OIBDA) anual.

A unidade argentina é a segunda maior da Telefónica, em receita, na América Latina. Atrás apenas do Brasil. O cenário de telecomunicações do país vizinho se transformou nos últimos cinco anos, com a saída de grupos como Telecom Italia e NII Holdings (Nextel), que venderam operações a investidores locais. E com a aprovação de nova lei de telecomunicações, que permitiu a convergência entre empresas de telecomunicações e conteúdo. Permitindo que grupos como o Clarín, tradicional pelos jornais, entrassem no mercado de telefonia, ao mesmo tempo em que as operadoras puderam entrar no mercado de TV paga. (Com noticiário internacional)