Telefônica não vê sentido em fatiamento da TIM


Companhia realiza no próximo dia 28 de maio a assembleia geral de acionistas, na qual será ratificada a aquisição da GVT e a reestruturação do corpo diretivo, com eleição de Amos Genish para o cargo de diretor presidente.

Durante a conferência de resultados do primeiro trimestre, realizada hoje (13), o CFO da Telefônica Brasil, Alberto Horcajo, deu a entender que participar de mais uma etapa da consolidação do mercado nacional de telecomunicações, com fatiamento da TIM, está fora dos planos da operadora.

“Nossa posição fica mais forte continuamente. Se somos capazes de manter nossos clientes e ganhar novos, qual o sentido de pagar para comprar uma nova base de uma empresa sem nossas qualidades?”, questionou. Ele mostrou gráficos apontando que a Telefônica foi capaz de capturar 93% da receita incremental gerada pelo mercado. Não é possível, no entanto, afirmar que se trata de uma posição definitiva, até porque, pouco tempo atrás, Cesar Alierta, CEO do Grupo Telefónica, via o negócio como em suspensão enquanto a compra da GVT era concluída.

O executivo apresentou também dados sobre como ficará o balança da companhia após a integração com a GVT. Fundidas, as empresas teriam apresentado no primeiro trimestre 105 milhões de usuários, sendo 81,86 milhões móveis, 14,85 milhões fixos. Seriam ainda 6,95 milhões de clientes com banda larga fixa e 1,7 milhões na TV paga. Este último item apresentaria os maiores ganhos, com incremento de 25,3% sobre o resultado da Telefônica isolada.

Amos Genish, que deve ser nomeado o novo presidente e CEO da companhia, participou da conferência. Ele afirmou que a fusão das empresas trará sinergias fundamentais. “Com o backbone da Telefônica, a GVT poderá expandir a atuação, enquanto a Telefônica se beneficiará da GVT para incrementar a participação dentro de São Paulo”, afirmou. Segundo ele, há intenção de a GVT passar a oferecer pacotes de quad-play tão logo a fusão esteja concluída. “É uma tendência do mercado”, resumiu.

Os executivos comentaram também a evolução das sinergias que serão obtidas com a fusão, estimadas em R$ 14,1 bilhões. Para Horcajo, até 2018 haverá economia de 70% com a integração, e de 100% até 2020. Mas o valor pode ser revisto. Segundo Amos: “Se o valor for reduzido, divulgaremos ao mercado. Mas se ficar acima disso, provavelmente vamos manter o número fechado, internamente, como estratégico”.

Assembleia de acionistas
A Telefônica também divulgou hoje a data da assembleia geral de acionistas que irá ratificar a operação de aumento de capital, que financiará a compra da GVT. A reunião acontece dia 28 de maio. Na ocasião, os acionistas também devem aprovar o nome de Amos Genish, CEO da GVT, para ocupar o comando da companhia no cargo de diretor presidente. A função será criada com a ratificação da reestruturação dos cargos de diretoria.

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