Telefónica não descarta papel ativo na consolidação do mercado brasileiro


Ao divulgar hoje seus resultados para os analistas estrangeiros, o grupo Telefónica teve que responder a várias perguntas sobre a consolidação no mercado brasileiro. E, conforme o presidente da Telefónica LatinoAmérica, José María Pallete, a empresa está agora focada em concluir o processo de compra da GVT, mas assiste aos diferentes movimentos para a consolidação do mercado. “Conforme for o cenário, poderemos ter um papel ativo ou passivo no processo.  Mas a empresa sempre apoiou a consolidação do mercado brasileiro”, disse o executivo.

A expectativa da empresa, explicou, é que a anuência prévia do  Cade – órgão antitruste brasileiro – para a compra da GVT seja concedida até o primeiro semestre de 2015. “ Estamos focados na operação da GVT, e estamos muito comprometidos com o Cade”, completou o executivo.

Ele assinalou que, com a conclusão da compra da GVT, não haverá mais “pressão regulatória”  sobre a empresa, visto que a operadora não terá  mais participação na Telecom Italia (o Cade havia mandado a empresa escolher entre a TIM, que é controlada pela italiana, ou a Vivo, controlada pela espanhola).

Cash Flow

A Telefónica informou ainda que embora tenha aumentado no trimestre a previsão de sua dívida –de 41 bilhões de euros para 44,8 bilhões de euros em setembro, para incorporar as aquisições feitas no Brasil e na Alemanha, nesta dívida não está previsto o pagamento das licenças de 4G adquiridas no Brasil e na Argentina. Segundo a empresa, este pagamento será feito com o caixa do grupo, e por isto o cash flow  do último trimestre do ano terá uma queda importante.

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