Telefónica mostra em Barcelona rede que integra fixo, móvel e edge computing


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A Telefónica está mostrando no MWC19 o protótipo de uma rede de acesso aberto (Open Access) convergente (fixo, móvel e computação de borda). A tele diz que o conceito facilita a incorporação de novos provedores de tecnologia de rede e a prestação de novos serviços.

Para funcionar, tal rede prevê a desagregação e virtualização de equipamentos da rede de acesso, tanto móvel (open radio node) como fixa (open OLT). Também o equipamento que vai na casa do cliente deve ser diferente, uma espécie de caixa-branca com serviços integrados na nuvem.

Tudo será integrado com a chegada do 5G e infraestrutura em fibra até o cliente, com tecnologia XGS-PON. Nessa estratégia também está incluída a visão da computação de borda multi-acesso como parte de seu programa global de virtualização de rede, o UNICA.

O protótipo é baseado na desagregação de hardware e software de equipamentos de rede, em servidores de uso geral e na abertura de interfaces. Tudo isso oferece total flexibilidade ao selecionar os componentes da rede, facilitando as alternativas de fornecimento e inovação, o que, por sua vez, permite futuras implementações mais eficientes do 5G, avalia a Telefónica.

A abertura do nó de acesso via rádio possibilita a execução de implantações tradicionais (distribuídas) e em nuvem (centralizadas) e a incorporação de melhorias tecnológicas com o mesmo equipamento, simplesmente atualizando o software dos nós de rádio.

Em relação à rede de acesso fixo, essa abertura permite que novos recursos sejam oferecidos ao cliente. Por exemplo, é possível autoprovisionar o acesso à fibra e autogerenciar a capacidade da rede de acordo com a largura de banda necessária em cada momento. Além disso, toda essa inovação representa um passo importante no contexto da convergência fixo-móvel, uma vez que permite o controle e o gerenciamento conjunto das redes de acesso e habilita a incorporação da tecnologia de computação de borda de forma integrada na infraestrutura.

O Open Access também chega à casa do cliente com um novo roteador, o primeiro a integrar o Wi-Fi 6, que melhora a cobertura e atinge velocidades de 10 Gbps.

Serviços na borda

Essa nova arquitetura de rede de acesso aberta e distribuída permite introduzir novos aplicativos dependentes da Computação de Borda. Comparada com os sistemas tradicionais de armazenamento e computação em nuvem ou servidores tradicionais, o Edge Computing permite executar esses recursos em seções de rede mais próximas aos dispositivos que geram os dados, como uma central telefônica.

Essencial para o desenvolvimento da Internet das coisas, a Computação de Borda fornece, em tempo real, a largura de banda e a baixa latência (entre 3 e 5 milissegundos) necessárias a muitos serviços e aplicativos, como vídeos 8K, realidade virtual e aumentada, jogos de vídeo por streaming, internet táctil, robótica ou veículos autônomos.

A Telefónica, como todas as operadoras, apoia-se na capilaridade de sua rede e na proximidade entre suas centrais e o usuário final para implantar com rapidez o conceito. A empresa diz que iniciou pilotos com clientes e parceiros de tecnologia na Espanha, onde identificou potencial de desenvolvimento em vinte serviços e casos de uso. Em breve, promete começar pilotos em edge computing também no Brasil.

No MWC, a companhia exibe algumas dessas soluções e casos de uso, como a capacidade de programar e gerenciar a conectividade segundo as necessidades de cada usuário, ou o potencial de armazenamento na borda, que permite fazer upload de documentos dez vezes mais rápido do que na nuvem atualmente. Também exibe os recursos que essa tecnologia oferece ao carro conectado 5G e às soluções do setor, como uma que combina o Edge e o 5G e torna possível fazer transmissões de TV remotamente sem ter que mover uma unidade móvel para um evento.

Outra demonstração ressalta o posicionamento sobre privacidade adotado pela Telefónica e o grande potencial oferecido pela Computação de Borda para o desenvolvimento da inteligência artificial. Trata-se de uma solução de reconhecimento facial compatível com o novo Regulamento Geral Europeu de Proteção de Dados (GDPR), que decide instantaneamente se o rosto reconhecido pode ser revelado ou não, de acordo com o consentimento dado pelo usuário. (Com assessoria de imprensa)

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