Telefónica: lucro líquido recorde de 4 bilhões de euros


O Grupo Telefónica encerrou o último exercício com uma base de clientes que representavam um total de 181 milhões de acessos, incluídos os conquistados com a compra da britânica O2. De acordo com os resultados divulgados hoje, 1º, em Madri, a geração livre de caixa do Grupo (EBITDA-CapEx) teve crescimento anual de 17%, para 10 …

O Grupo Telefónica encerrou o último exercício com uma base de clientes que representavam um total de 181 milhões de acessos, incluídos os conquistados com a compra da britânica O2. De acordo com os resultados divulgados hoje, 1º, em Madri, a geração livre de caixa do Grupo (EBITDA-CapEx) teve crescimento anual de 17%, para 10 bilhões de euros, enquanto as receitas, o EBITDA e a receita operacional experimentaram aumentos de 25%, 25% e 31%, respectivamente.

Em 2005, os investimentos do Grupo cresceram 42%, em um ano, para 5 bilhões de euros, com destaque para os destinados aos serviços móvel e de banda larga. Também no exercício, a Telefónica distribuiu dividendo de 0,50 euro por ação.

No último ano, o Grupo Telefónica obteve lucro líquido recorde de 4,44 bilhões de euros, 40% acima do alcançado em 2004. O Grupo atribui o resultado ao forte crescimento anual das receitas (+25%), à expansão da base de clientes (+24%) e às receitas médias por cliente.

O bom resultado das operações permitiu que a rentabilidade (medida pela margem EBITDA) se situasse na casa dos 40% e que a geração livre de caixa experimentasse aumento anual de 17%, para 10 bilhões de euros.

Operação móvel

O negócio celular foi o principal responsável pelas receitas do Grupo (+38% anuais), enquanto a telefonia fixa foi a que deu maior contribuição para a rentabilidade do Grupo, ao aumentar o resultado operacional do Grupo Telefónica de Espanha em 20%, e o do Grupo Telefónica Latinoamérica em 15%, em relação a 2004.

Assim, explica o relatório do Grupo, a necessidade de financiar o aumento do número de clientes celulares para conquistar mercado e o impacto conseqüente deste aumento nas margens, é largamente compensada pela solidez dos resultados do negócio fixo, em termos de receitas, rentabilidade e geração de caixa.

Base de clientes

No ano passado, a base de clientes medida pelo número de acessos do Grupo aumentou 24% em relação a 2004, para 154 milhões, dos quais 99 eram acessos celulares (65% do total), 41 milhões fixos, 13 milhões de dados e internet, 700 mil de TV paga. A aquisição da Cesky Telecom acrescentou 8 milhões de clientes à base e, contabilizados os da O2, seriam 181 milhões ao todo.

O número de clientes do Grupo Telefónica Móviles aumentou 27%, em 2005, em comparação com o ano anterior. Quanto ao mercado de banda larga, no ano passado teve forte crescimento na Espanha, América Latina e República Checa, o que resultou em expansão de 56% nos acessos banda larga, para 5 milhões em 31 de dezembro. Destaques para a contribuição do mercado espanhol, com 2,7 milhões de acessos, mais 69% em um ano; e a da Telesp, com 1,2 milhão de acessos, uma expansão anual de 46%

Linhas de negócios

A telefonia móvel continua sendo o maior fator de crescimento do Grupo, com expansão anual das receitas de 38%, para 17 bilhões de euros. O faturamento na Espanha foi de 12 bilhões de euros (22 milhões foram gerados pelas operações do Terra no país), 5% acima do obtido em 2004.

O Grupo Telefónica Latinoamérica, graças à evolução positiva das operadoras e beneficiado pela valorização das moedas latino-americanas frente ao euro, gerou receitas de 8 bilhões de euros (111 milhões faturados pelo Terra Latinoamérica), 23% a mais do que em 2004.

Por zonas geográficas, no fechamento do exercício de 2005, a Espanha representou 52% do faturamento consolidado do Grupo Telefónica, reduzindo a sua contribuição em 9,4 p.p. em relação a dezembro de 2004, enquanto a América Latina aumentou seu peso no faturamento total em 7,3 p.p., para 42%, devido à incorporação das operadoras latino-americanas da BellSouth.

A participação do Brasil na receita total se manteve praticamente estável em 2005: 18%, em relação a 17% em 2004.

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