Telefônica investe R$ 7 bilhões em FTTH no triênio 18/20


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Atualização dia 15 de agosto. Esses números referem-se à Conferência promovida pela Telefônica com investidores quando da divulgação dos resultados do 2Tr, em julho, e que foi tornada disponível no site no dia 14 de agosto. 

A Telefônica Brasil promoveu em julho conferência para investidores estrangeiros, na qual apresentou os resultados consolidados do primeiro semestre de 2019 e algumas projeções futuras. E a operadora informou que está acelerando o seu programa de expansão da fibra óptica até a residência (FTTH) no triênio 2018, 2019 e 2020, quando irá somar investimentos de R$ 7 bilhões somente para a expansão dessa rede.

Conforme a empresa, o Capex  (investimento) planejado para esses  três anos somará R$ 26,2 bilhões,  (R$ 8,2 bilhões em 2018, R$ 9 bilhões em 19 e R$ 9 bilhões em 2020). Além dos recursos em FTTH, a empresa irá investir outros R$ 3 bilhões no triênio em plataforma de TI (tecnologia da informação) e também em tecnologias móveis 4G e 4,5 G (embora não tenha divulgado os valores para a telefonia móvel).

Na avaliação da operadora, a penetração da ultra banda larga (com mais de 34 Mbps de velocidade) no Brasil ainda é muito pequena, e representa apenas 17% do mercado potencial, de mais de 61 milhões de residências e corporações. Para a Telefônica, ainda há um enorme mercado não atendido, principalmente nas pequenas cidades brasileiras, cujo potencial de crescimento é de 386%.

Conforme o estudo da Telefônica, mais de 4,9 mil cidades brasileiras com menos de 50 mil habitantes, e que somam  de 21,5 milhões de residências, têm 1% de acesso de ultra banda larga, o que permite o crescimento de mais de 300% dessa tecnologia.

As 352 cidades que têm população entre 50 mil e 100 mil, com 8 milhões de residências, têm apenas 3% de penetração de ultra banda larga, com potencial de crescimento de 155%. A 268 cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitante têm atualmente 13% de penetração da ultra banda larga, podendo crescer ainda 123%. E as 43 megalópolis, com mais de 500 mil habitantes, e 21,7 milhões de residências, têm possibilidade de incremento de 70% da ultra banda larga, pois hoje a penetração dessa tecnologia é de apenas 23%.

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2 Comments

  1. Luiz Alfredo
    15 de agosto de 2019
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    Uma operadora que mal oferece conexão por par metálico, só está nessa de investir na tecnologia de fibra porque está perdendo números expressivos de consumidores para os pequenos isp’s, levando em conta que a mesma não pensa no seu público como cliente…. Você não vê em nenhum bairro ou cidade o cabeamento em fibra da vivo se não estiver no mesmo lugar uma concorrente oferecendo banda larga de velocidade média ou ultra. No mais, estou interessado em entender se este investimento justificará para a Anatel as multas por falha e falta de investimentos na rede ao longo desse tempo que está administrando a rede… Ou se quando a vivo entregar os ativos, ela vai ficar com esta parte mais a fatia que comprou da GVT…..

  2. Reinaldo
    20 de agosto de 2019
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    O que o usuário Luiz Alfredo falou é a mais pura verdade. A situação do mercado está assim por culpa da própria Telefônica, Oi e NET… A Telefônica Brasil foi controlado da TIM(tinha a maioria das ações e depois as vendeu para comprar a GVT, por determinação do CADE.) por coincidência a Tim lançou o FTTx na época e não investiu. A GVT estava cabeando a rodo, foi lá a Telefônica comprou e desacelerou, a questão é que agora não dá para comprar as concorrências, elas se exponenciaram e hoje não se trata de expandir o mercado, mas de sobreviver. Meu bairro é um retrato macro, aqui fui usuário Vivo speed por 8 anos, de 2010-2018, tive mais de 100 chamados técnicos, reclamação na ouvidoria umas 200x, reclamei no Procom(tive ganho de causa), se quisesse podeira processar e ganhar(desisti)… Quando os técnicos da Vivo vinham na minha casa eles me diziam o seguinte:

    -O quê adianta reclamar, só piora e vc tem outra opção?

    Na metade de 2018 chegou outra operada pequena por FTTH vendendo planos em médias 10-20x mais rápidos, custando um pouco a mais… Se não fossem os ISP’s ainda teríamos conexões de maioria por fio Fe, e eles se matariam pelo centro cabeando mais umas 30x a Paulista e falariam a mentira que sempre disseram que não tem retorno financeiro, a pura verdade era que a periferia que sustentava a Vivo e a Oi, eles instalavam uma rede de 30 anos atrás e a exploravam ao limite investindo o mínimo possível… Por isso que eu digo, provedor grande de minha parte nunca mais… Na Cid. Tirandentes(um dos maiores distritos em número de pessoas de SP Capital) tem 3 provedores, dois vendem 100 megas por FTTH 100-120 reais e outro vende 1Gbps por 500 reais e todos tem lucro e só pensam em expandir…

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