Telefónica investe em empresa que desenvolve tecnologia aberta vRAN


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O grupo espanhol Telefónica investiu na Altiostar, fornecedora norte-americana de soluções de “open vRAN”, ou seja, de rede móveis virtualizadas abertas. O aporte se deu através do braço de investimentos de risco Telefónica Ventures. O valor não foi revelado.

Segundo as empresas, a Telefónica passa a integrar o Comitê de Aconselhamento Tecnológico da Altiostar, ao lado de executivos da Altiostar e de outros investidores. A empresa já recebeu aportes, no passado, do grupo japonês Rakuten, da Cisco, da Qualcomm, entre outros.

Tanto a Telefónica como a Altiostar, são integrantes da O-RAN Alliance, consórcio industrial formado em 2018 que busca desenvolver tecnologias abertas para serem empregadas em redes móveis, reduzindo assim a dependência das operadoras de tecnologias proprietárias.

O grupo de telefonia afirma que começou a buscar tecnologias que rodem sobre “equipamentos commoditizados através de interfaces abertas a padronizadas” em junho de 2018. A tecnologia da Altiostar deverá ser empregada nas redes da Telefónica em todo mundo, inclusive no Brasil.

A operadora diz que com a tecnologia open vRAN será capaz de criar uma rede de capacidade inédita. “Para nós, 5G significa uma rede unificada na qual todo tipo de acesso, plataforma e núcleo convergem para uma única plataforma computacional virtualizada, modular e programável”, dize Enrique Blanco, CTIO do grupo Telefónica.

A tecnologia da Altiostar prevê o uso de servidores comuns x86 para rodar simultaneamente duas RANs virtualizadas, uma distribuída, e outra, centralizada. O conceito, dizem as empresas, é o primeiro passo necessário para a adoção de redes abertas.

Rede 5G no Reino Unido

A Telefónica também anunciou que ativou sua rede 5G no Reino Unido, através da subsidiária O2. É o primeiro local em que o grupo começa a operar com a tecnologia no mundo. A rede foi toda implantada por Ericsson e Nokia, sem Huawei. Os celulares vendidos são da Samsung e da Xiaomi.

Por enquanto, seis cidades do Reino Unido têm a rede de quinta geração, no padrão “non-standalone”, ou seja, que funciona ainda com elementos de rede do LTE. Até o final do ano serão 20 cidades, e 50 até meados de 2020. A operadora vai cobrar os mesmos preços que no plano 4G com internet sem franquia.

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