Telefónica investe em cyber segurança


O grupo espanhol Telefónica, e sua subsidiária Elevenpaths, anunciaram ontem, 08, a ampliação de seu portfólio de cyber segurança, graças a uma série de parcerias com empresas que atuam no segmento. Sem as parcerias, admite a empresa, seria muito difícil “alcançar vantagem competitiva no curto prazo”. O lançamento dos novos produtos aconteceu em evento em Madri, na Espanha.

A companhia assinou acordos com Alien Vault, BlueCoat, Intel Security, Palo Alto Networks, RSA e Vaultive. Os valores dos contratos não foram revelados. 

Com a Palo Alto Networks, a Telefónica desenvolveu um serviço capaz de descobrir as ramificações de malware móvel. Através do serviços, os clientes são protegidos contra aplicativos móveis maliciosos ambos na rede e dispositivos móveis. Com a BlueCoat, passa a oferecer equipamento de filtros de acesso a Internet e Proxy SG. O serviço analisa arquivos antes de serem publicados na web.

Com a RSA, criou a solução Security Analytics, de análise de dados, para visualização completa da segurança das empresas, das ameaças ou vulnerabilidades que podem afetar os indicadores de risco e cumprimento de regulamentações normativas e de governo. Com Intel Security, montou um sistema de gestão e correlação de eventos de segurança. O serviço pode ser complementado com a plataforma dividida com a Alien Vault, de análise e controle de risco.

Com a Vaultive vai integrar um serviço proxy de encriptação para proteger a confidencialidade das informações corporativas em plataformas SaaS, como o Microsoft Office365.

Aquisições
Por outro lado, a ElevenPaths comprou recentemente o GesConsultor, solução tecnológica especializada em sistemas de gestão e conformidade (Governance, Risk & Compliance ou GRC), que será integrado ao portfólio de soluções de segurança gerenciados da operadora. Também adquiriu a propriedade intelectual do Sistema de Desenvolvimento e Captura e Verificação de Assinaturas Manuscritas em plataformas móveis (Software), vinculado a trabalhos de pesquisas ligadas a Universidade Carlos III de Madri.

O braço de segurança da Telefónica tem receita de mais de € 100 milhões ao ano. Em maio, o diretor da área, Chema Alonso, contou que o objetivo é tornar a divisão cada vez mais importante dentro da estratégia do grupo. Nos últimos cinco anos, a operadora gastou mais de € 300 milhões em melhorias e aquisições para ampliar a oferta de serviços de segurança ao mercado corporativo. (Com assessoria de imprensa)

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