Telefônica estuda processar a Vivendi pela aquisição da GVT


O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, afirmou hoje que a empresa está “analisando todas as possibilidades” sobre a situação “pouco canônica” da compra da GVT pela francesa Vivendi. Valente observou que o processo aberto pela comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra a operadora comprovou que a controladora não agiu conforme as regras do mercado brasileiro de capitais, tanto que o acordo firmado pela empresa com a CVM, no valor de R$ 150 milhões, foi o de maior valor até hoje cobrado pela autarquia.

No ano passado, a Telefônica havia feito uma oferta pública de ações pela GVT. A Vivendi resolveu também adquirir a operado-espelho brasileira e, em novembro, anunciou a aquisição de 37,9% da GVT, pagando R$ 56,00 por ação. A questão, contudo, é que a Telefônica, embora tivesse feito uma oferta inferior, teria fôlego e disposiçãoo para cobrir a oferta.

Só que a Vivendi, quando adquiriu esta participação minoritária, anunciou ao mercado brasileiro que tinha ainda uma opção de compra incondicional de outros 19,6% de ações da GVT, o que a faria deter 57,5% da GVT, tirando, assim, a Telefônica da jogada. Mas, na verdade, a francesa não tinha essas ações, que só foram adquiridas depois, conforme comprovado pela CVM brasileira.

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