Telefônica entra na disputa pela nuvem corporativa


Há um aparente consenso sobre a maturidade do mercado brasileiro para a computação em nuvem corporativa, facilmente percebida pela ampliação do número de fornecedores no país. Nesta quinta-feira (27), foi a vez da Telefônica Vivo dar início, oficialmente, a sua oferta de cloud computing, a partir do data center construído em Santa do Parnaíba (SP) e inaugurado em setembro. O objetivo da companhia é reforçar sua posição como fornecedora de tecnologia da informação (TI) usando a conectividade como um diferencial e sua presença forte no mercado corporativo para elevar a participação desta fonte de receita no total da operação brasileira. 

A oferta inclui nuvem pública, híbrida ou privada, utilizando a tecnologia VBlock da Cisco, parceira da Telefônica Vivo para nuvem, e está focada, neste momento, em infraestrutura como serviço (Iaas). No entanto, a companhia tem planos de avançar em software como serviço e gerenciamento do ambiente de TI dos clientes.

“Acreditamos que a evolução de TI passa por serviços na nuvem, dada a necessidade de velocidade de implementação de projetos e otimizacao de investimentos. A vantagem do nosso grupo em relação aos players tradicionais é entregar esse trafego em qualquer ponto”, afirmou Silvio Antunes, diretor da Telefônica Vivo para a área. 

A entrada da Telefônica Vivo em cloud computing se dá depois do movimento de Oi e Embratel neste sentido, para ficar entre as concorrentes em telecomunicações, uma vez que diversos fornecedores de peso de tecnologia, como IBM e HP, e outros independentes, como Alog e Ascenty também já atuam no mercado local. 

A concorrência, porém, é vista de forma natural pelos executivos da empresa do grupo espanho. Para os executivos da companhia, a Telefônica Vivo chega para concorrer pela nuvem corporativa no Brasil, justamente no momento de demanda explosiva. “Não acho que entramos atrasados”, declarou o diretor geral da companhia, Paulo Cezar Teixiera, após questionado por jornalistas, para complementar: “as empresas acordaram para que podem ter essa infraestrutura em cloud na mão, em vez de construir suas próprias soluções. Estamos entrando na hora certa, com o mercado pouco explorado e muito potencial de crescimento”.

O diretor geral da Telefônica Vivo também lembrou que a subsidiária tem o apoio da matriz para apostar em cloud. A unidade espanhola inaugurou também recentemente um data center em Madrid e adquiriu uma empresa voltada para cloud, como forma de se firmar no segmento. 

Além disso, a companhia pretende usar sua capacidade de monitorar e gerenciar a rede para oferecer diferencias de segurança, por exemplo. “Podemos identificar o tráfego malicioso e bloquear apenas ele, deixando os clientes acessarem o sistema, por meio de uma solução anti-DDOS”, explicou Antunes. 

A Telefônica Vivo que investiu R$ 400 milhões no data center de Santana do Parnaíba, inaugurado em setembro, já planeja a construção do segundo data hall. De acordo com Teixiera, já há Capex dirigido a este projeto em 2014.  

 

 

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