Telefônica diz que regulamento do SCM pode prejudicar massificação da banda larga


A Telefônica também elencou diversas críticas à proposta de regulamento da qualidade da banda larga (ou do SCM) divulgada pela Anatel, cuja consulta pública terminou no sábado, dia 16. Para a operadora, “a intensidade regulatória” da proposta não condiz com o regime legal do serviço, que é prestado em regime privado.

 

Alerta que não é possível estabelecer níveis de qualidade com base na rede interna do usuário. A operadora argumenta também que a Anatel não conseguiu demonstrar quais são os impactos e os benefícios para a percepção do usuário as metas sugeridas e pede que a agência crie metas “factíveis” e de implementação gradativa.

Para a operadora, o regulamento também poderá afetar negativamente o avanço e o preço da banda larga no país. O regulamento pode gerar dois efeitos negativos: desviar os recursos que seriam aplicados em massificação; e  aumento do preço, provocado para remunerar o aumento do capital que será aplicado em cada usuário. “Esses efeitos indesejáveis são incompatíveis com o PNBL, mas não podem ser eliminados diante dos termos da proposta”, afirma a operadora.

Anterior Oi estima que metas de velocidade da banda larga eleverão 414% os investimentos na rede móvel
Próximos Crescimento de celular é o maior dos últimos 11 anos. Brasil tem 224 milhões de acessos.