Telefónica conquista aval da América Móvil para compra de operadora alemã da KPN


A Telefónica informou nesta segunda-feira (26) que chegou a um acordo com a América Móvil, grupo de telecomunicações do bilionário Carlos Slim, para que esta apoie a venda da E-plus, operadora alemã de telefonia móvel, para o grupo espanhol. A América Móvil é a principal acionista da KPN, dona da E-Plus, e vinha questionando os valores eferecidos pela subsidiária.

Para conquistar o aval da América Movil, a Telefónica elevou a oferta pela subsidiária alemã da KPN. A transação, conforme divulgada no dia 23 de julho, permanecerá inalterada em sua primeira fase, na qual a Telefónica Deutschland vai adquirir a E-Plus recebendo como contrapartida 24,9% da Telefónica Deutschland e 3,7 bilhões de euros.

 

Já na segunda fase da operação, uma vez concluída a aquisição da E-Plus pela Telefónica Deutschland, por um valor total de 1,3 bilhões de euros, a Telefónica irá adquirir 4,4% da Telefonica Deutschland da KPN, ante 7,3% ma oferta anterior.

 

Ainda, a transação envolve um contrato de opção de compra  que dará direito à Telefónica para adquirir uma participação adicional de até 2,9% na Telefónica Deutschland, que pode ser exercido no primeiro ano do contrato opção de compra por até 510 milhões de euros.

Desde o anúncio de um acordo da Telefónica com a KPN para a criação da operadora líder de mercado na Alemanha, uma operação que eleva o grupo espanhol a segunda maior empresa de telecomunicações da Europa, a América Móvil deu demonstrações de que não estava contente com os valores oferecidos. Para reforçar a pressão sobre o negócio, a América Móvil cancelou o acordo que mantinha com a KPN de não elevar sua participação acima dos 30% da empresa. No dia 9 de agosto, a companhia mexicana anunciou uma oferta pública para aquisição da totalidade da empresa holandesa.

A América Móvil – dona da Claro, NET e Embratel no Brasil – alcançou a participação acionária de 27,7% na KPN em junho do ano passado, depois de acionistas aceitarem a oferta da empresa, de 8 euros por ação, apesar da resistência da administração. A administração da KPN aconselhou seus acionistas a não aceitarem a oferta, justificando que o valor estava subestimado. (Da redação)

 

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