Telefônica Brasil supera 1 milhão de clientes na 4G


O diretor geral da Telefônica Brasil, Paulo Cesar Teixeira, informou hoje (26) que o projeto LTE está apresentando um crescimento mais acelerado na comparação com a rede 3G, em seu início. “Em menos de dez meses alcançamos um milhão de clientes na 4G e temos capitais nas quais o tráfego de dados 4G já representa 12%, 13%, portanto, uma aceleração significativa do tráfego”, comentou, durante a teleconferência realizada com jornalistas para comentar os resultados financeiros e operacionais da empresa em 2013. “O que ocorre, basicamente, é uma adesão significativa de clientes de alto valor aos smartphones LTE e, também, de alguns que usam a nossa solução de modem”, acrescentou.

O aumento da capacidade de dados – tanto na rede LTE como na 3G – e a fibra óptica são os dois principais focos de investimentos da companhia neste ano. A meta, segundo Teixeira, é investir entre 18% e 19% da receita bruta da companhia em 2014 nesses dois segmentos. “Os investimentos serão com recursos próprios e o foco é na móvel, para crescer mais na parte de dados, e na fixa, na oferta de ultra banda larga com o esforço de televisão, ou seja, o IPTV em cima da fibra, ou o DTH para a nossa base de voz e de banda larga no interior de São Paulo.”

Visão positiva

A despeito da queda de 16,5% no lucro, que segundo Teixeira, se deve em parte a venda de ativos no ano passado, o CEO destacou que a Telefônica Brasil teve a maior receita líquida operacional do mercado brasileiro, com R$ 34,7 milhões, foi a empresa que mais cresceu o Arpu (receita média por usuário), e aumentou a base pós-paga. “O mais relevante é que, na móvel, tivemos uma performance positiva, com a receita dos serviços móveis apresentando uma variação de 6,1% (no acumulado do ano, na relação com 2012), o dobro do registrado pelo segundo colocado no mercado”, destacou.

O executivo continua apostando no segmento móvel, que responde por 62% da receita da Telefônica Brasil, mas ressaltou que os serviços terão um impacto negativo na receita, com a redução nas tarifas de remuneração das redes móveis (VU-M), a partir de março. “A redução da VU-M, de 25%, prevista para o final de fevereiro, vai afetar o setor como um todo”, observou.

Acordo com Nextel

Sobre o acordo de compartilhamento de rede entre Telefônica e Nextel, que permite à Nextel usar a rede 3G da Vivo quando seu usuário estiver em roaming, Teixeira disse que ainda está em análise pela Anatel e que a previsão é de que, em 30 dias, saia um parecer. “A  Nextel já está anunciando uma cobertura maior, usando nossa cobertura em condição de roaming na rede de 3G, e assim que (o acordo) for aprovado pela Anatel, vai evoluir para um modelo de exploração industrial. Como está sob análise da agência preferimos não abrir mais detalhes, o que faremos quando sair a analise do regulador”, afirmou.
 

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