Telefônica apresenta incentivos para criação de ecossistema M2M na Campus Party


A Telefônica Vivo e o Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, assinaram nesta segunda-feira (27) um acordo para criar um centro de pesquisa em tecnologias digitais em telecomunicações. O local, que deve ser inaugurado ainda no primeiro semestre deste ano, terá computadores e celulares, além de outros dispositivos. A Telefônica se comprometeu, ainda, a oferecer duas bolsas para estudantes de mestrado e doutorado da FEI que desenvolverem pesquisas no laboratório.

“Estamos trabalhando em uma ação estruturada para criação de laboratórios nas universidades brasileiras, para que tenhamos soluções de M2M”, afirmou Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica Vivo.

“Esse tipo de parceria acaba permitindo a expansão das áreas de conhecimento e que mais pessoas e alunos tenham contato com áreas em franco desenvolvimento de tecnologia de ponta”, diz Rivana Marino, vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias da FEI.
 

O laboratório da FEI, em parceira com a Telefônica Vivo, pretende acolher também pesquisas em usabilidade de aplicativos, plataforma Firefox OS, interfaces adaptativas e estudos sobre o perfil dos usuários dessas tecnologias.
 

A assinatura aconteceu na abertura da 7ª Campus Party. O evento, maior encontro “nerd” do planeta, terá 8 mil pessoas acampadas no Parque do Anhembi, em São Paulo. Mais de 300 mil pessoas devem passar pelos stands e palcos com palestras sobre tecnologia e cultura digital. Como na outras edições, a conexão à internet é superveloz. Os usuários terão acesso a uma rede de 40 Gbps. Também há no local antenas 3G e 4G, para uso no celular.
 

Empreender
O esforço da Telefônica Vivo em criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de soluções tecnológicas no Brasil também tem reflexos no formato da Campus Party 2014. Esta edição tem como foco o empreendedorismo digital, uma tendência já apontada nos encontros anteriores. Haverá uma grande área para exposição de empresas inovadoras iniciantes, as startups, apresentarem seus trabalhos. Muitos empreendedores vão usar o local para trabalhar, cotidianamente, além de demonstrar suas inovações.
 

“Tentamos apoiar mais os campuseiros em sua capacidade criativa e de emprender”, explica o criador da Campus Party, Paco Ragageles. Segundo ele, representantes de mais de 100 fundos de investimentos comparecerão à CParty em busca de oportunidades. “Teremos também mais de 500 horas de palestras só para quem tem ideias transformá-las em negócios”, ressalta.

“Desde que começamos a fazer a Campus Party no Brasil víamos o potencial de sair daqui novos empreendimentos”, falou Antonio Carlos Valente. A aceleradora do grupo, a Wayra, realiza concursos no encontro que passam a participar da final da seleção de start ups. Até agora, três delas já foram aprovadas para receberam investimento. 
 

Os negócios que devem ser mais procurados pelos investidores serão de internet das coisas. O centro de inovação da Telefônica vai promover um hackathon na área. Os desenvolvedores que participarem vão receber um kit de sensores, para os quais deverão propor novos usos. A disputa será diária. Em 1º de fevereiro serão escolhidos os três aplicativos vencedores. O kit é baseado na plataforma aberta Arduino. Também haverá outro hackathon, focado em segurança. Os participantes deverão gerar aplicações usando a API de LATCH, ferramenta gratuita. Os três vencedores receberão tablets e smartphones.

As inscrições para a Campus Party já foram encerradas. Mas visitantes podem conferir o que rola na Expo, o ambiente aberto, onde startups e empresas montaram stands para mostrar produtos e promover ações, como o campeonato de League of Legends. A competição promete reunir uma multidão de aficionados. (Fonte: Arede, com redação TeleSíntese)
 

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