Telefônica/Vivo apresenta ARPU 7,1% menor por queda da VU-M


A Telefônica/Vivo registrou queda de 7,1% na receita média por usuário (Arpu) no terceiro trimestre de 2012 na comparação com o mesmo período de 2011, que somou R$ 22,2, por conta de dois fatores: a queda da taxa de interconexão da rede móvel (VU-M) e maior proporção de clientes pré-pagos, conforme explicou a operadora. Caso a Anatel não tivesse alterado a VU-M, apontou a companhia, a queda da Arpu em termos anuais seria de 4,6% no período.

O mesmo efeito da queda da VU-M foi registrada pela TIM. A receita média por usuário (Arpu) da operadora diminuiu 11% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2011, tendo somado R$ 18,9. A companhia informou que o indicador foi prejudicado, em parte, pelo corte das tarifas de interconexão.

O problema é que com a aprovação do Plano Geral das Metas de Competição (PGMC), deve forçar ainda mais para baixo este índice. Pelo plano traçado pela Anatel, em 2015, a taxa de terminação vai custar menos da metade do preço atual. Durante a conferência da Telefônica com analistas para apresentar os resultados do terceiro trimestre, o diretor-geral da Telefônica/Vivo, Paulo Cesar Teixeira, evitou comentar o PGMC, afirmando que ainda é muito cedo para avaliar os impactos no negócio.

Mas, o fato é que este cenário coloca um desafio às empresas que atuam no país: aumentar a penetração em serviços de valor agregado, adicionado, em que entraria a internet móvel 4G, por exemplo. 

No caso da Telefônica, este processo já vem ocorrendo, a tomar como exemplo o balanço do terceiro trimestre apresentado nesta terça-feira. A queda da Arpu no período de julho a setembro só não foi maior porque a companhia expandiu as assinaturas de dados e de serviços de valor adicionado. Em relação ao trimestre anterior, a Telefônica/Vivo elevou o Arpu em 1,1% no terceiro timestre.

 

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