Telefónica adere a consórcio para criar padrão de blockchain


alastria3-consorcio-blockchain-bbva-2-1920x0-c-fAs 70 principais empresas espanholas dos segmentos bancário, de energia e de telecomunicações, entre elas a Telefónica, criaram no dia 17 um consórcio com o objetivo de acelerar o desenvolvimento regulado de uma rede nacional de blockchain. Batizado Alastria, o consórcio vai criar uma plataforma colaborativa para permitir a troca de dados entre os parceiros e acelerar a transformação digital de diferentes indústrias e setores de negócios nos próximos anos.

 

De acordo com o comunicado de criação do Alastria, a parceria encorajará as companhias a implementarem serviços inovativos e transversais, que tornarão a vida dos seus clientes mais fáceis e mais completas. O primeiro serviço a ser provido pelo consórcio é o de identidade digital, que é um tema importante para a Telefónica, reconheceram seus executivos, que vem desenvolvendo para seus clientes sistemas de controle de seus dados pessoais por meio de iniciativas como o projeto Aura.

 

Na avaliação de Alex Puig, CEO do consórcio Alastria, a tecnologia de blockchain, que visa à descentralização como medida de segurança, tem o potencial de se tornar o maior avanço da história da maneira sobre a forma como compartilhamos qualquer elemento digital, seja documento, serviço, bilhete de show ou dinheiro. “O nascimento do consórcio era necessário porque a internet está sendo reinventada para que possamos compartilhar e fazer negócios de forma segura, mas é necessário ter um padrão que permita a todas as indústrias e às comunidade de desenvolvedores para trabalhar com a mesma base”.

 

O que é o blockchain

 

Embora normalmente a tecnologia blockchain seja associada ao bitcoin, a moeda virtual, ela tem inúmeras outras aplicações na área dos negócios, em função de sua habilidade de pevenir fraudes.

Também conhecida como ‘o protocolo da confiança’, a tecnologia blockchain, de acordo com a Wikipedia, reúne bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que possuem a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como um livro-razão, só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes, ou seja, sem a intermediação de terceiros.

 

Está constantemente crescendo à medida que novos blocos completos são adicionados a ela por um novo conjunto de registros. Os blocos são adicionados à blockchain de modo linear e cronológico. Cada nó – qualquer computador que conectado à essa rede tem a tarefa de validar e repassar transações – obtém uma cópia da blockchain após o ingresso na rede. A blockchain possui informação completa sobre endereços e saldos diretamente do bloco gênese até o bloco mais recentemente concluído. (Com noticiário internacional)

 

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