Telefônica aceita restrições no WiMAX


Para resolver a crise em que estão hoje envolvidas as concessionárias de telecomunicações e a Anatel, por conta das freqüências do WiMAX, o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier, aceita até que sejam estabelecidas restrições temporárias para as concessionárias, mas não concorda que as empresas fiquem impedidas de prestar esse serviço em suas …

Para resolver a crise em que estão hoje envolvidas as concessionárias de telecomunicações e a Anatel, por conta das freqüências do WiMAX, o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier, aceita até que sejam estabelecidas restrições temporárias para as concessionárias, mas não concorda que as empresas fiquem impedidas de prestar esse serviço em suas áreas de concessão. “O WiMAX tem o poder de reestruturar o mercado de telecomunicações e pode promover uma redução de custo significativa”, afirmou.

No entender de Xavier, a disputa pelo WiMAX (as concessionárias fixas entraram na Justiça contra as regras da Anatel) está relacionada com o direito concorrencial. “Não é razoável que as empresas com maior capilaridade, que podem levar esse serviço para as pequenas cidades fiquem, por mais de 30 anos, impedidas de atuar”, reforçou ele. Segundo o executivo, a sua empresa não iria  comprar freqüências apenas em São Paulo, mas iria fazer ofertas para o país inteiro.

Universalização

Xavier respondeu as críticas do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que questionou a universalização da telefonia fixa no Brasil. “A universalização deve ser entendida como a oferta de acessos individuais e públicos. É verdade que estamos presentes em 50% dos lares brasileiros, mas, em contrapartida, também estamos presentes, com o telefone público, em mais de 40 mil localidades com até 100 habitantes”, afirmou. Para ele, atingir 100% das residências seria possível se se utilizasse os recursos do Fust. “Essa ação não depende de nós. Depende do governo”, concluiu. 

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