Lucro da Telefônica cresce 22,6% em 2016


Operadora ampliou sua receita média por usuário, EBITDA, cortou custos e também os investimentos. Apresentou aumento da receita com dados móveis, banda larga fixa e TV por assinatura, e encolheu na telefonia fixa, em voz e interconexões.

shutterstock_economia_lucro_resultado_bolsaA Telefônica Brasil apresentou nesta noite, 21, o resultado financeiro obtido em 2016. A companhia registrou um aumento de 0,9% nas receitas do ano, que somaram R$ 42,5 bilhões. O lucro líquido aumentou 22,6%, a R$ 4,08 bilhões, e o EBITDA (lucro antes de amortizações, depreciações e impostos) ficou em R$ 14 bilhões, melhora de 10,3%. O Capex (investimentos) caiu 1,6%, e somou R$ 8,2 bilhões.

Os resultados tiveram melhoras em diversas frentes. A empresa também comemorou uma redução de custos operacionais (3,2% no ano, para R$ R$ 28,4 bilhões). A receita média por usuário, por exemplo, cresceu 10,8% no quarto trimestre, em relação a um ano antes. Na banda larga fixa, o ARPU cresceu 7,5% no trimestre em função do ticket maior com a expansão dos acessos por fibra. O endividamento bruto da companhia era de R$ 8,84 bilhões ao final de dezembro, e líquido, de R$ 2,9 bilhões. A razão dívida líquida/EBITDA caiu no ano, passando de 0,36 em 2015, para 0,22 em 2016.

Celular
A base total de usuários móveis cresceu 0,7% no ano, chegando a 73,77 milhões de acessos. A maior adesão de clientes veio do M2M, área que apresentou crescimento de 18,2% em relação a 2015, para 5 milhões. Mas as linhas móveis pós-pagas também evoluíram, 9,5%, para 26,1 milhões. No pré-pago, a companhia perdeu 4,3% dos chips, ficando com 40 milhões. O churn mensal no pós-pago ficou estável em 1,8% no ano, e do pré, caiu de 5,7% para 4,6%. O ARPU de voz reduziu em 7,7%, para R$ 11,7 (no ano), e de dados cresceu 35,5%, para R$ 16.

A receita do negócio móvel aumentou 1,6% em 2016, atingindo R$ 25,5 bilhões. No trimestre, o crescimento foi de 2,6%, para R$ 6,6 bilhões. A empresa encolheu os ganhos em dois dígitos com voz sainte e interconexão, mas cresceu em 23,3% a receita com dados e serviços digitais, que totalizaram R$ 14 bilhões.

Fixo
Nos acessos fixos, a companhia registrou uma queda de 2,4% na base de usuários, que encerrou o ano com 23,35 milhões de usuários. Houve queda em voz fixa, tanto residencial quanto corporativo, e na TV por assinatura. Mas na banda larga, a base FTTx cresceu 9,3%, para 4,13 milhões de clientes.

A companhia apurou receita de R$ 16,9 bilhões no fixo, uma retração de 0,2%. Encolheu em voz e interconexão, mas cresceu em banda larga 10,4% no ano, atingindo receita de R$ 3,9 bilhões. Na TV paga, apesar da perda de assinantes, ampliou a margem e conseguiu crescer em 11,8% no faturamento, que ficou em R$ 1,9 bilhão.

 

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