Telefonia móvel na Copa também preocupa às teles


O desempenho da telefonia móvel nos estádios da Copa é preocupação também das operadoras, de acordo com a avaliação dos presidentes das empresas, nesta terça-feira (20), em audiência pública no Senado. Segundo eles, em pelo menos duas arenas, a de São Paulo e de Curitiba, o prazo para instalação ficou abaixo de 60 dias, quando são necessários no mínimo 120. No Beira Rio, de Porto Alegre, a situação também não é confortável, em função do atraso.

Em outras quatro cidades, além da de São Paulo e de Curitiba, não houve interesse por parte dos administrações dos estádios na instalação de um sistema wi-fi que serve para escoar o tráfego móvel para as redes fixas, melhorando o fluxo de dados. De acordo com o presidente da Vivo, Antônio Carlos Valente, em alguns das arenas os testes de ajustes dos sistemas ficarão prejudicados. Ele informou que  a operadora está colocando mais 60 sites temporários nos arredores das arenas.

No total, as operadoras informaram investimentos de R$ 200 milhões, mais de 300 antenas por arena e compartilhamento total da infraestrutura. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que há problemas também para as operadoras instalarem infraestrutura adequada nos aeroportos. “Questões comerciais impedem acordos com as novas concessionárias dos terminais”, disse.

O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, disse que a preocupação com a qualidade do serviço não vale só para a Copa. Ele informou que sua empresa está investindo fortemente no aumento da capacidade da rede.

O presidente da Oi, Zeinval Bava, foi o único a não comparecer à audiência pública, organizada por três comissões do Senado, e mandou um representante. Acabou muito criticado pelos senadores,  visto que a operadora que dirige atende a quase totalidade dos territórios  brasileiros.

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