Telecomunicações vão fechar 2011 com R$ 200 bilhões de receita bruta



O setor de telecomunicações não tem nada a reclamar de nossa política econômica, que aposta na valorização do mercado interno como um de seus pilares. Se em 2010, a produção do setor (medida por sua receita operacional bruta) foi a mais alta de sua história  – R$ 187,3 bilhões -, este ano promete ser ainda melhor, conforme as projeções da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações).

 

Em 2011, nos primeiros nove meses, o setor já apresentava um crescimento de 10,7% em sua receita bruta em relação a 2010, o melhor ano de todos. Foram acumuladas neste período receitas de R$ 153,5 bilhões, das quais os serviços de telefonia fixa e móvel são responsáveis por R$ 121,1 bilhões.

 

A se confirmarem as projeções do último trimestre feitas pela entidade, este será o ano em que as receitas da telefonia celular vão ultrapassar a da telefonia fixa, para não ter mais volta.

 

Até setembro, a receita bruta da telefonia fixa somava R$ 58,1 bilhões, e a da celular já alcançava R$ 63 bilhões, ou 52% do total (contra 49% do ano passado).

 

Entre janeiro e setembro, o segmento industrial registrou receita bruta de R$ 14,5 bilhões (crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2010). As prestadoras de TV paga, outros R$ 11,5 bilhões (mais 30,7%) e de trunking, R$ 6,3 bilhões (maior crescimento de todos, 37%) no período.


Na comunicação multimídia (receita de comunicação de dados), as quatro concessionárias (Oi, Telefônica, Embratel e CTBC) somavam R$ 13,57 bilhões em receitas brutas, conforme a Telebrasil.

 

Receita Líquida

Já a receita líquida dos dois principais serviços ( telefonias fixa e móvel) somava R$ 79,2 bilhões nos primeiros nove meses do ano (contra R$ 99,6 de todo o ano de 2010).


Até setembro, o setor já tinha recolhido de tributos R$ 34,2 bilhões, ou o equivalente a 43,2% da receita líquida dos dois serviços.

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