Telecom lidera queda nas exportações do setor eletroeletrônico


No acumulado de janeiro e fevereiro de 2009, as exportações de produtos do setor eletroeletrônico apresentaram queda de 31,6% em relação ao igual período de 2008, com todas as áreas apontando retrações, segundo levantamento divulgado hoje pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). No mês de fevereiro, as exportações totalizaram US$ 521,4 milhões, …

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2009, as exportações de produtos do setor eletroeletrônico apresentaram queda de 31,6% em relação ao igual período de 2008, com todas as áreas apontando retrações, segundo levantamento divulgado hoje pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). No mês de fevereiro, as exportações totalizaram US$ 521,4 milhões, sendo a maior queda na área de telecomunicações (-44,0%), que contou, principalmente, com a redução de 47% nas vendas externas de telefones celulares, que passaram de US$ 322 milhões, em janeiro-fevereiro de 2008, para US$ 171 milhões, em janeiro-fevereiro de 2009.

O reflexo da crise mundial foi notado, também, no resultado das importações brasileiras de produtos elétricos e eletrônicos, com constantes quedas nos últimos quatro meses. Os resultados das importações, em 2009, estão bem menores que os atingidos em 2008, retornando aos níveis do ano de 2007. Em fevereiro, as importações de produtos do setor somaram US$ 1,4 bilhão, resultado 34,1% abaixo do apontado em fevereiro de 2008, com todas as áreas registrando montantes inferiores aos atingidos naquele período. No acumulado do ano de 2009, as importações somaram US$ 3,2 bilhões, 32,1% inferiores às ocorridas em igual período do ano passado.

Assim, no acumulado de janeiro e fevereiro de 2009, a balança comercial da indústria eletroeletrônica registrou déficit de US$ 2,24 bilhões, resultado 32% abaixo do realizado no igual período de 2008 (US$ 3,31 bilhões). Esta redução no déficit não acontecia desde 2002 e 2003, anos em que foram observados desempenhos fracos na atividade econômica (o PIB do Brasil, em 2002, cresceu 2,7% e, em 2003, 1,2%). (Da redação)

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