Telecom Italia reage a “confisco” de defesa da concorrência argentino


 A Telecom Italia reagiu duramente à decisão da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência (CNDC) da Argentina, que mandou limitar  poder de voto de seus diretores na Telecom Argentina devido ao ingresso da Telefónica espanhola no bloco de controle da operadora italina. Conforme a empresa, essa decisão significa "apropriação" de seu patrimônio da Argentina, em …

 A Telecom Italia reagiu duramente à decisão da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência (CNDC) da Argentina, que mandou limitar  poder de voto de seus diretores na Telecom Argentina devido ao ingresso da Telefónica espanhola no bloco de controle da operadora italina.
Conforme a empresa, essa decisão significa "apropriação" de seu patrimônio da Argentina, em comunidado publicado este domingo na imprensa portenha. Segundo o porta-voz da empresa, Massimiliano Paolucci, a decisão é completamente infundada e prejudica os interesses da Telecom Italia "que faremos valer em todos os âmbitos competentes internacionais".

A companhia italiana reagiu depois que a Comissão Nacional de Defesa da Concorrência (CNDC) notificou na sexta-feira os diretores da Telecom Italia que "se abstivessem de adotar decisões que tenham envolvido ou envolvam no futuro o exercício de direitos políticos" do grupo em suas firmas argentinas.

Brasil

No Brasil, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) também decidiu estabelecer uma série de condicionantes para aprovar a operação de ingresso da Telefónica na operadora italiana, já que aqui  as duas empresas européias têm operações de telefonia celular (Vivo e Tim).
Mas as condicionantes estabelecidas pela Anatel, em outubro de 2007, foram direcionadas para a Telefónica, enquanto controladora, e não para as operações brasileiras.
Assim, entre as medidas que as empresas tiveram que tomar para ter a operação aprovada no Brasil, estão a proibição da Telefônica e de seus membros de votarem ou vetarem sobre qualquer tema relacionado co a TIM brasileira; proibição de a Telefónica indicar membros para os conselhos de administração e da diretoria da TIM Brasil, entre outras medidas.

Até hoje, porém, a Anatel não enviou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o órgão de defesa da concorrência brasileiro, o processo para ser julgado. ( Da Redação, com agências internacionais).
 

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