Telecom Italia pensa em fazer oferta integral para a Oi, mas quer garantia regulatória


As ações da Oi, depois de passarem a semana em queda vertiginosa devido ao anúncio do presidente da empresa, Bayard Gontijo, de querer renegociar com os credores maior limite para o endividamento da operadora, tiveram sensível alta ontem, 18. A avaliação de diferentes analistas é que esta alta foi motivada pela notícia publicada pela agência Bloomberg, de que a Telecom Italia estaria se preparando para fazer uma oferta integral para a Oi, mas pelo mecanismos de troca de ações, e não em dinheiro vivo. Mas a oferta, que só seria feita em fevereiro ou março, dependeria de sinal verde do governo para esta consolidação.

As ações da Oi, depois de passarem a semana em queda vertiginosa devido ao anúncio do presidente da empresa, Bayard Gontijo, de querer renegociar com os credores maior limite para o endividamento da operadora, tiveram sensível alta ontem, 18. A avaliação de diferentes analistas é que esta alta foi motivada pela notícia publicada pela agência Bloomberg, de que a Telecom Italia estaria se preparando para fazer uma oferta integral para a Oi, mas pelo mecanismos de troca de ações, e não em dinheiro vivo. Mas a oferta, que só seria feita em fevereiro ou  março, dependeria de sinal verde do governo para esta consolidação.

Em novembro deste ano, o conselho da TI deu o aval ao CEO da empresa, Marco Patuano, para analisar a alternativa de fusão da TIM e Oi. O empresário já disse a jornalistas italianos que esta fusão poderia trazer sinergias de bilhões de euros para as duas empresas.

A Oi tem hoje um valor de mercado de menos de R$ 10 bilhões (US$ 3,3 bilhões) e uma dívida de mais de R$ 42 bilhões (US$ 18 bilhões) , enquanto a TIM tem valor de mercado de mais de R$ 30 bilhões (US$ 11 bilhões) e uma dívida bem pequena.

O maior entrave regulatório seria porque este movimento eliminaria uma concorrente no mercado de telefonia móvel – pois a TIM, segunda colocada, iria incorporar a Oi, quarta colocada. Na modelagem defendida pelo BTG Pactual – que lidera o processo de consolidação pela Oi – a TIM seria fatiada entre os três grandes grupos econômicos – Oi, Claro e Vivo-, como uma forma de evitar menores resistências do órgão antitruste – o Cade- e a Anatel. Mas esta proposta é bem mais complexa do que uma simples fusão entre duas operadoras.

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