Telecom Italia adia reunião do Conselho de Administração e busca saída para nova estrutura societária


A Telecom Italia desmarcou uma importante reunião do Conselho de Administração que ocorreria em 19 de setembro, informou a agência Reuters, pois os diretores da companhia precisam de mais tempo para elaborar uma nova estrutura societária, afirmaram duas fontes com conhecimento direto da situação. O conselho deveria discutir uma possíveis alternativas de venda, entre elas uma provável proposta da Telefônica para compra de participações dos sócios italianos.

 

“Os acionistas foram informados que a reunião planejada não vai acontecer”, disse uma das fontes, acrescentando que o presidente do conselho, Franco Bernabè, ainda não está pronto para apresentar uma nova opção estratégica. Uma segunda fonte confirmou que a reunião foi cancelada.

Os diretores da Telecom Italia devem se reunir em 3 de outubro. E muitas são as especulações sobre sua possível venda. No Brasil a italiana controla a TIM. Fala-se em três possíves cenários:uma saída política com a capitalização da empresa sob apoio do governo italiano; a compra da operadora italiana pela Vodafone; e a compra da Telecom Italia pela Telefónica, que participa do Telco, que detém 22% da Telecom Italia. Integram a Telco, além da Telefónica, os bancos Intesa Sanpaolo e Mediobanca e a seguradora Assicurazioni Generali.

Na avaliação do mercado, mesmo se Franco Bernabé, CEO da Telecom Italia, conseguir montar um plano de capitalização da empresa, que carrega uma dívida de €29 bilhões, dificilmente conseguirá manter a unidade móvel. A alternativa de compra pela Vodafone é a mais considerada, uma vez que a operadora inglesa está bem capitalizada após a recente venda para a Verizon, por US$ 130 bilhões, de sua participação (45%) na operadora norte-americana.

 

A compra pela Telefónica é avaliada como menos provável, especialmente por conta das implicações em outros mercados, como o brasileiro. A concentração de participação de mercado poderia significar barreiras regulatórias, assim como a concentração de espectro obrigaria a tele a abrir mão desse ativo cada vez mais importante em um cenário de expansão da banda larga. A operadora espanhola pode, sim, ampliar sua participação de 46% na Telco, adquirindo as ações do Mediobanca, que já anunciou sua disposição de sair do negócio. E, futuramente, poderá fazer novas aquisições. ( Da redação).

 

Anterior Para Abratel, todos ganham com obrigatoriedade da Sky carregar canais
Próximos Orange alega que acordo de 4G entre Telefónica e Yoigo é anticompetitivo