TIM Brasil ganha importância nos resultados da Telecom Italia


Data: 14/10/2016    Editoria:  Empresas Reporter: Ivone Santana Local: Rio de Janeiro, RJ Pauta: Entrevista exclusiva com o novo CEO da Telecom Italia  Setor: Telfonia Personagem: Flavio Cattaneo, CEO da Telecom Italia, fotografado no hall de espera da Tim  Tags: Azul, celular, italiano,  Fotos: Leo Pinheiro/Valor
Flavio Cattaneo, CEO da Telecom Italia, afirma: “Conseguimos, no período de apenas um ano, voltar a ter crescimento em todos os parâmetros mais importantes, tanto em casa, quanto no Brasil”.

A Telecom Italia apresentou hoje, 03, números do primeiro trimestre que mostram aumento do peso da TIM Brasil no balanço do grupo. A tele brasileira cresceu após 13 trimestres de encolhimento (clique para ver o balanço da TIM Brasil). O desempenho fez a operação local representar 24,5% da receita mundial da Telecom Italia. Um ano antes, no primeiro trimestre de 2016, equivalia a 20,2%.

No mundo, o grupo italiano faturou € 4,81 bilhões no primeiro trimestre deste ano, após crescer 8,5%. A Itália, que chegou a representar quatro quintos da receita total, agora equivale a 75,7%. No primeiro trimestre, a receita da TIM Brasil cresceu 31,7%, em Euros, comparada à expansão de 2,8% da operação na Itália.

O crescimento acelerado da TIM Brasil reduz (mas não elimina) as pressões de investidores para que a Telecom Italia venda ativos brasileiros. Coincidentemente, o ápice destes rumores coincide com o fundo do vale de valor da TIM Brasil para o grupo como um todo, em meados do ano passado, e com aumento do poder da francesa Vivendi no comando da Telecom Italia. Ainda não está claro se, emplacando o desejo de controlar o conselho de administração, a Vivendi vai continuar a trabalhar pela venda dos ativos. Os acionistas da TI, reunidos hoje, decidem quais executivos vão ocupar o conselho de administração.

A TIM Brasil também ficou mais importante na entrega de lucros. O EBITDA (lucro antes de impostos, depreciação e amortizações) da Telecom Italia somou € 1,99 bilhão (+16,2%), dos quais 81,5% vieram da operação doméstica, e 18,7% do Brasil. Um ano atrás, 15,1% vinha do negócio brasileiro.

Até mesmo o investimento por aqui foi acelerado. O Brasil representou 24,1% do Capex do grupo no primeiro trimestre, antes o equivalente a 17,6% no mesmo trimestre de 2016. Tendência explicada pelo projeto de cobrir o maior número de cidades com rede LTE neste ano, alcançando 95% dos brasileiros com o 4G até o final de 2019 (3,6 mil cidades). A empresa também antecipa que vem trabalhando em acordos com provedores de conteúdo para a oferta de serviços convergentes pela TIM Brasil.

Já o lucro líquido da Telecom Italia caiu pela metade, ficando em € 200 milhões, em função de gastos não recorrentes. Sem estes gastos, o ganho teria crescido. O endividamento do grupo também cresceu para € 25,23 bilhões, € 100 milhões a mais que em dezembro, em função do pagamento, no Brasil, da limpeza da faixa de 700 MHz (leia mais sobre isso aqui).

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