Telecentros são importantes para facilitar o uso das TICs, mostra pesquisa


Os centros públicos de acessos coletivos à internet, apesar de atender a apenas 5% dos brasileiros, continuam a ter importância como promotores das habilidades e iniciação para o uso das TICs. É o que indica a pesquisa sobre telecentros, apresentada nesta quarta-feira (12) pelo Cetro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br), realizada em parceria com o Ministério das Comunicações e Ipea. O objetivo é de avaliar a eficácia de políticas públicas nesse setor.

O levantamento avaliou 5.013 estabelecimentos que estavam em pleno funcionamento, dos programas Telecentros.BR, telecentros comunitários e Gesac, que atendem 4,6 milhões de brasileiros. Desses centros, 41% têm velocidade de conexão de até 1 Mbps; 38% são conectados via satélite (Gesac); 27%, via aDSL; 24%, por cabo e 17% por rádio.

Apesar da baixa velocidade de conexão, 12% dos usuários acham o acesso ótimo e 38%, consideram satisfatórios. Porém, para o diretor do Cetic, Alexandre Barbosa, o dado mais significativo é de que 72% dos usuários desses centros vão lá para fazer curso de informática e internet.

Segundo o diretor, essa questão é significativa quando analisada em conjunto com a TIC domicílio. De acordo com essa pesquisa, 70% das pessoas que não dispõem acesso à web, alegam falta de habilidade com o computador.

Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o resultado da pesquisa indica que qualquer programa de universalização da internet, não pode deixar de lado os telecentros, como forma de habilitar os brasileiros para o uso das TICs.

Números

Quase metade de usuários de telecentros declarou que já fez algum curso no telecentro, enquanto 86% já pediram ajuda ou orientação do monitor, comenta Alexandre Barbosa. A percepção dos frequentadores sobre os impactos do serviço na localidade em que eles estão instalados também é positiva – 98% deles declararam que consideram o espaço importante para o bairro ou comunidade. Entre os gestores, 85% disseram que a existência do estabelecimento e dos serviços que disponibilizam faz diferença na vida dos frequentadores.

A pesquisa TIC Centros Públicos de Acesso 2013 mostra que a maior parte dos telecentros federais forneceu computador e acesso à Internet ao público nos três meses anteriores à pesquisa (78%). A pesquisa também revelou que uma parte dos telecentros não estava em funcionamento (22%). O perfil do público predominante dos telecentros é formado por jovens (acima de 10 anos até 25 anos), da classe C e com nível médio de escolaridade, completo ou não.

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