Telebras vai investir R$ 400 milhões este ano


A Telebras vai investir R$ 400 milhões até o final deste ano, em obras do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), cabos submarinos e satélite geoestacionário. Este é o resumo das ações da estatal, apresentado nesta quarta-feira (20) ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

“É uma meta ambiciosa, mas grande parte desses recursos já está contratada”, disse o presidente da estatal, Caio Bonilha, ao final da reunião com o ministro. Uma parte desses investimentos vão para cinco cabos submarinos, que serão construídos em consórcio com outras empresas.

Bonilha disse que será aberta consulta pública com o termo de referência desses cabos, apesar de não ter fechado o acordo com outras empresas. “Tem empresas interessadas que estão estudando qual a melhor conformação para entrar no projeto, mas eu tenho um cronograma e decidi cumprir, lançando a consulta pública para ver a aderência dos fornecedores às especificações propostas”, disse.

O presidente da Telebras justificou que os cabos terão que estar concluídos até o primeiro trimestre de 2014, mas a prioridade são os cabos que vem dos Estados Unidos até Fortaleza, e daí vão para São Paulo e para o Cone Sul, e o outro, até Angola, na África, que pode ser estendido para os Brics. “Esse faz parte de um acordo que fechamos com os angolanos”, disse.

Com relação aos aneis do PNBL, Bonilha disse que tem enfrentado dificuldades que não dependem da estatal para avançar. No Anel Nordeste, por exemplo, o trecho entre Salvador (BA) e Imperatriz  (MA), passando por Fortaleza (CE), está com a infraestrutura toda pronta, mas falta manifestação do Operador Nacional do Sistema (ONS), que precisa autorizar para que a Telebras tome posse das fibras.

“São 44 Pontos de Presença que não conseguimos ativar porque temos que respeitar os procedimentos de segurança do ONS”, disse. A previsão é de que esses pontos sejam ativados até o final de agosto.

Estruturação

Bonilha disse que este ano não vai faltar recursos para a estatal, embora a previsão de investimento seja muito maior do que o realizado no ano passado, que ficou em R$ 70 milhões. “Nosso problema hoje é estruturar a empresa”, disse. Ele adiantou que a estatal contratou uma empresa de consultoria, que está trabalhando no fluxo interno dos processos, que tem impacto significativo no orçamento.

“Estamos finalizando também nosso plano de cargos e remuneração, que já foi aprovado pelo conselho de administração e que pretendemos levar até a semana que vem para aprovação do Dest [Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento], para poder implementar”, disse. Bonilha espera com isso resolver questões internas de recursos humanos, que impactam no trabalho.

Satélite

Sobre o satélite geoestacionário, Bonilha disse que os trabalhos estão adiantados. “Nós estamos aguardando a decisão do Conselho de Defesa Nacional, já estamos concluindo as especificações técnicas, contratamos a PUC do Rio, que é especialista nessa área e que deve nos entregar no começo da semana que vem”, disse.

“Nós temos sido procurados por várias empresas, europeias e norte-americanas que são as mais fortes nesse segmento”, disse o presidente da Telebras. A compra do satélite passa pela contratação da Visiona Tecnologia Espacial, empresa criada pela própria estatal e a Embraer para administrar o projeto. “Mas o comando de compra quem vai dar é a Telebras”, disse.

Segundo Bonilha, a escolha da proposta vai depender do interesse do fabricante em repassar a tecnologia. “Nós queremos uma proposta que nos ofereça ao mesmo tempo um bom preço, um bom produto, mas também um pacote de transferência de tecnologia compatível com as nossas necessidades”, disse.

 

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