Telebras termina 2018 com prejuízo de R$ 224 milhões


O SGDC sendo embarcado para a Guiana Francesa, em 2017, semana antes de ser colocado em órbita.

A Telebras divulgou hoje, 15, seu resultado para o ano de 2018. A estatal apurou receita líquida de R$ 199,6 milhões no ano, valor 2,7x maior que o registrado em 2017. Os custos, no entanto, aumentaram 17%, para R$ 262 milhões. O resultado foi um EBITDA negativo de R$ 62,8 milhões e prejuízo total de R$ 224,85 milhões, 7,8% menor que o registrado no ano anterior.

O forte prejuízo se deu em função do aumento da depreciação, que dobrou e atingiu R$ 126 milhões graças à entrada em operação do satélite SGDC, que depreciou-se em R$ 65 milhões ao longo do segundo semestre de 2018.

Já a receita aumentou devido ao crescimento do número de contratos com governo e consequente ativação de novos circuitos. A estatal aumentou 111% a quantidade de circuitos em 2018, chegando ao total de 3.654. A maior parte para atender a demanda da Dataprev, do Ministério do Trabalho (hoje incorporado ao da Economia) e do ICMBio. A empresa também começou a receber do Ministério da Defesa pelo fornecimento de Banda X do satélite brasileiro SGDC às Forças Armadas. Também aconteceu o reconhecimento antecipado das receitas com o serviço Gesac fornecido ao MCTIC.

Os custos e despesas operacionais aumentaram em função da contratação de linha dedicada (EILD) para atender ao acordo com a Dataprev, Ministério do Trabalho e ICMBio.

PNBL “sai de cena”

A estatal investiu R$ 213 milhões no período, apenas 46% do previsto no orçamento. A maior parte do dinheiro foi destinada ao SGDC (R$ 175 milhões). Ainda assim, o valor foi metade do programado. Já o Plano Nacional de Banda Larga recebeu 33% do programado, ou seja, a estatal gastou R$ 33,16 milhões de um projeto cujo orçamento alcançava R$ 102 milhões.

No relatório, a administração da companhia afirma que as políticas de telecomunicações estabelecidas no decreto 9.612/18 “tiram de cena” o PNBL, que era definido pelo decreto 7.175/10.

A Telebras afirma, ainda, no balanço que o desempenho não foi melhor por conta da litigância em torno do uso do SGDC. As ações na Justiça frearam a realização do acordo firmado com a Viasat, restringindo a geração de receita, com potencial de gerar “bilhões”, afirma. A companhia diz que o contrato foi considerado “lícito e inovador” pelo TCU – o tribunal ordenou mudanças e redefinição de preços cobrados pela Viasat, que ainda estão sob análise.

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