Telebras tem prejuízo acumulado de R$ 263 milhões em 2014


Apesar dos contratos para transmissão de áudio e vídeo de alta definição (HDTV) e infraestrutura durante a Copa do Mundo, a Telebras não conseguiu fechar o ano no azul. A estatal terminou 2014 com um prejuízo acumulado de R$ 263 milhões, e líquido de R$ 117,3 milhões. Segundo a companhia, pesaram os custos com expansão da rede de fibra óptica para atender ao Plano Nacional de Banda Larga e redes do governo, além dos gastos com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

O passivo circulante quase dobrou, indo de R$ 289,5 milhões para R$ 469,7 milhões, enquanto o passivo não circulante foi de R$ 766,9 milhões em 2013 para R$ 1,36 bilhão em 2014. Em compensação, a empresa teve aumento dos ativos, que atingiram R$ 1,8 bilhões, ante R$ 1,17 registrados em 2013. Este aumento foi patrocinado pelo governo, que realizou um aporte de R$ 329,4 milhões na estatal, no período.

Em relação a 2013, a companhia registrou queda de 26,4% nas receitas operacionais, que somaram R$ 31 milhões. No período, também multiplicou as despesas, que foram de R$ 47 milhões em 2013, para R$ 171 milhões em 2014. Motivaram o aumento dos gastos a manutenção do backbone e aluguel de infraestrutura. A companhia diz que estes investimentos devem ser rentabilizados neste ano, e condizem com suas “necessidades de expansão”.

Segundo comunicado, no ano passado foram feitos 4,3 mil km de rede de fibra óptica, que em dezembro tinha 21 mil km em operação em 23 estados e no Distrito Federal. Quando foi reativada, em 2010, a Telebras possuía pouco mais de 400 km de rede no Centro-Oeste. 

A empresa encerrou 2014 com 183 contratos comerciais e termos de aditamentos assinados e mais de 30 gigabites (Gbps) de banda ativada. Isso representou um acréscimo de banda de cerca de 172% comparado ao ano de 2013 e um aumento significativo na receita de serviços prestados. 

A Telebras também diz ter investido na implantação de 92 novas Estações de Atendimento, chegando a 321 estações. O que permitiu à ofertar serviços diretamente em 412 municípios, atingindo cerca de 44% da população brasileira, ou 25,5 milhões de domicílios.

Os investimentos no satélite geoestacionário foram de R$ 725 milhões, do total de R$ 1,8 bilhão do projeto, envolvendo a construção do artefato na França e as estações terrenas no Brasil (centro de operações e gateways). O satélite deve entrar em operação no início de 2017, vai atender a mais de 2 mil municípios, em especial na região Norte do País. O satélite vai também garantir a segurança das comunicações na área do pré-sal.

Outro projeto especial mencionado com destaque no Relatório de Administração – Exercício de 2014 da Telebras é o Cabo Submarino Brasil-Europa. A previsão de investimentos no projeto é da ordem de US$ 185 milhões.

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1 Comment

  1. Inacio
    26 de Março de 2015

    A Telebras tem condições de atender ao INSS, CEF, Receita Federal, Governos Federal, Estaduais e prefeituras, mas, ao invés disso, o Governo contrata empresas privadas. Por que?