Telebras registra prejuízo de R$ 55,4 milhões no primeiro semestre de 2011


Ainda sem gerar receitas e com o atraso nos repasses da união, a Telebras fechou o primeiro semestre de 2011 com prejuízo de R$ 55,4 milhões, em função, principalmente, do provisionamento de despesas com o Plano de Indenização por Serviços Prestados (PISP), que foi reaberto até 31 de dezembro deste ano, e despesas administrativas necessárias à reestruturação da empresa, especialmente com a folha de pessoal, incrementada pela volta dos funcionários cedidos à Anatel. Nos primeiros seis meses de 2010, ainda sem a reativação, o prejuízo da estatal ficou em R$ 10,5 milhões.

No demonstrativo postado no site, a estatal afirma que a receita do semestre foi de R$ 19,1 milhões, obtida por meio de aplicações financeiras. Mas informa como evento subseqüente, os repasses da união de R$ 54,3 milhões no dia 4 de julho e de R$ 55,4 milhões no dia 2 deste mês, para posterior capitalização. Esses recursos, diz a empresa, são destinados ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).   A previsão é de que os repassem cheguem a R$ 350 milhões este ano, sendo os R$ 300 milhões aprovados por medida provisória, e os R$ 50 milhões previstos no orçamento da União para a Telebras.

As despesas da Telebrás no semestre chegaram a R$ 74,5 milhões. No primeiro semestre de 2010, a receita da estatal foi de R$ 14,4 milhões e as despesas de R$ 24,9 milhões. No comunicado, a empresa enfatiza que os encargos financeiros relativos às contingências judiciais continuam sendo os itens que afetam o seu prejuízo contábil. Ao todo, a empresa é ré em 1.563 ações judiciais de natureza cível, trabalhista e tributária, contra 1.374 existentes no final do ano passado.

Segundo o demonstrativo, a Telebras conta hoje com 129 funcionários. Porém, ainda existem 77 servidores cedidos à Anatel e 28 a outros órgãos públicos. Todos terão que retornar à estatal até 31 de dezembro deste ano. A Telebras foi reativada em 12 de maio de 2010 com o objetivo de implantar o PNBL.

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