Telebras pressiona fornecedores para implantar backhaul


A Telebras está ciente de que hoje sua maior deficiência está no backhaul. Para o presidente da estatal, Caio Bonilha, os fornecedores estavam com dificuldade de entregar os equipamentos contratados, em um momento de implantação do 4G no Brasil, ao mesmo tempo em que as regras de licitação impedem a operadora a contratar fornecedores alternativos. Este problema, agora, está sendo solucionado. Segundo Bonilha, a companhia tem pressionado fornecedores para avançar na implementação do backhaul e o processo está voltando a um ritmo adequado: 50 pontos por mês. 

Mas a estatal também está preocupada com a capacidade do backhaul de rádio. Por isso,  realizará um pregão eletrônico para compra de rádio com capacidade de 1 Gb. A compra desses equipamentos ocorre tanto pelo entendimento da operadora de que é preciso avançar para uma alternativa à fibra óptica que permita implantação no curto prazo, quanto pela necessidade de maior capacidade. Um meio termo. 

Bonilha, que palestrou nesta quarta-feira (3) no Broadband Latin America em São Paulo, aproveitou o evento para  convidar as grandes operadoras a iniciarem parcerias também para o backhaul.

A Telebras tem hoje 1187 pequenos provedores de internet (ISPs) inscritos em seu banco de dados e interessados em utilizar sua rede. No entanto, a companhia  atende cerca de uma centena deles. 

CDN

A Telebras tem mostrado disposição de buscar outras formas para rentabilizar sua rede, para além da oferta de banda larga no atacado e já fala em entrar no segmento de entrega de vídeo, Content Delivery Network (CDN). De acordo com Bonilha, até o final do ano o foco estará na construção da rede para a Copa do Mundo de Futebol da Fifa. Concluído este projeto, a Telebras começará a analisar quais equipamentos deve adquirir para oferta de CDN. No entanto, os executivos da companhia já começaram a pesquisar o que há disponível no mercado local. 

Anel óptico sulamericano


Após a conexão com o Uruguai, agora é a vez da Telebras buscar a integração de sua rede com a da argentina Arsat. De acordo com Bonilha, como a rede da estatal já está em Uruguaiana, na divisa, este é um movimento que deve ocorrer no curto prazo. O Paraguai também poderia ter uma rede integrada com a Telebras, mas falta um acordo com operadora local, frisou. 

 

Atualmente o Peru fez uma demanda para conexão com a rede da companhia, mas a velocidade de resposta será mais lenta, explicou o presidente. Em setembro a rede da Telebras chega a Rio Branco mas, ainda faltaria construir até a fronteira. “Isso é mais de longo prazo”, declarou. 

 

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