Telebrás poderá ser ressuscitada para gerenciar portabilidade


Florianópolis – O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira Araujo, disse hoje, 3, durante o Futurecom, que uma das alternativas que já foram levantas nas discussões para definir a empresa que irá gerenciar a base de dados da portabilidade numérica é ressuscitar a Telebrás, hoje em processo de extinção. Outras hipóteses seriam, por exemplo, escolher o …

Florianópolis – O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira Araujo, disse hoje, 3, durante o Futurecom, que uma das alternativas que já foram levantas nas discussões para definir a empresa que irá gerenciar a base de dados da portabilidade numérica é ressuscitar a Telebrás, hoje em processo de extinção. Outras hipóteses seriam, por exemplo, escolher o CPqD ou definir a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR) para fazer o trabalho. Araújo defendeu a portabilidade, mas também acha que será necessário um prazo maior para que as operadoras preparem suas redes.

Segundo ele, quanto tempo a mais seria necessário — a Anatel propôs um prazo de 18 meses na consulta pública — ainda não há um consenso dentro da Acel (Associação Nacional das Operadoras Celulares). Nas semana passada, o presidente-executivo da associação, Ércio Zilli, solicitou formalmente à agência uma prorrogação de prazo para a consulta pública do regulamento – de 50 para 120 dias – e informou que as empresas iriam conversar com o órgão regulador para pedir mais tempo para a preparação das redes (a consulta pública propõe nove meses e Zilli afirmou que o ideal seriam 18 meses). A Anatel, entretanto, ainda não deu resposta aos pedidos das empresas.

Araújo afirmou que as operadoras ainda estão fazendo seus estudos para definirem quanto terão que investir nos sistemas e em quanto tempo seria possível alterá-los. A falta de consenso dentro da Acel reflete os diferentes interesses das operadoras. Aquelas que integram grupos das concessionárias fixas, como a Oi, querem mais prazo, já para as operadoras puras, como a TIM, que em alguns dos mercados mais ricos do país foi a terceira entrante, a portabilidade é interessante.

Oi

Também presente ao Futurecom, o presidente do grupo Telemar, Luiz Eduardo Falco, afirmou durante painel sobre convergência dos serviços, não acreditar mais na portabilidade como um elemento fundamental de estímulo à competição, especialmente porque o mercado celular já tem um churn (taxa de desligamento de clientes) em torno de 25%. Segundo o executivo, no mundo todo o que se percebeu foi que a entrada da portabilidade aumentou a taxa de churn no princípio, mas, depois, essa taxa se acomodou nos mesmos patamares anteriores.
 
“O nosso país tem limite de capital e algumas coisas que são boas para outros países não necessariamente são positivas para nós. Assinamos contratos que nos obrigam a ofertar a portabilidade, o problema é quando faremos e quanto custará, porque o benefício é temporário ao usuário, mas o custo é eterno para as empresas”, comentou.

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