Acordo entre Telebrás, TIM e GVT terá regras de confidencialidade


A Telebrás vai assinar acordo de confidencialidade com a TIM e a GVT para tratar de assuntos de compartilhamento e de construção conjunta de redes, preservando informações estratégicas das companhias. As negociações nesse sentido estão avançando e já foram temas de duas reuniões entre as áreas técnicas da estatal e das operadoras, separadamente. O governo está consciente de que a Telebrás não terá recursos suficientes para atender as metas e que necessitará de parcerias para avançar. “A construção de backbone e backhaul demanda muitos recursos que a estatal não terá este ano”, disse uma fonte do governo.

Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, as redes móveis podem ser uma solução mais simples e barata para acelerar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). “Por causa das distâncias desse país continental, essa poderá ser uma saída”, disse o ministro, que está aberto para propostas de todas as operadoras.

O presidente da Telecom Itália, Franco Bernabè, que esteve no Minicom na semana passada, disse que caso as negociações avancem, poderá ofertar banda larga móvel pela metade do preço que prevê o PNBL, de R$ 35,00 por um Mega. Já o presidente da GVt, Amos Genish, afirmou semana passada, durante anúncio de seus resultados operacionais, que sua empresa está disposta a firmar parceria com a Telebrás para construir backbone no Brasil, pois acha que a infraestrutura de comunicação de dados é ainda muito pequena.

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