Telebrás e Padtec assinam primeiro contrato do PNBL


O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, assinou nesta sexta-feira (12) com o presidente da Padtec, Jorge Salomão,o contrato referente a primeira compra dos equipamentos e serviços para iluminar a rede pública de fibras ópticas, que dará suporte ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Esse primeiro contrato, no total de R$ 17,5 milhões, corresponde aos equipamentos da tecnologia DWDM para 46 pontos de presença do anel Sudeste e em 73 do anel Nordeste, com prazo de três a seis semanas para entrega.

A assinatura do contrato acontece menos de 15 dias depois da realização do pregão eletrônico, que ocorreu no dia 29 de outubro. Segundo Santanna, isso é uma prova de que o governo pode comprar rápido e bem. Sobre a conexão das primeiras cidades, ele disse que ainda dependerá da realização dos demais leilões para a compra da solução de rede IP e dos rádios enlaces, previsto para os dias 24 a 26 deste mês. Também depende da conclusão do pregão de aquisição dos equipamentos e serviço de construção de infraestrutura, realizado no dia 25 de outubro, mas que ainda está em fase de recurso. A expectativa é de que seja concluído na próxima semana.

De acordo com o presidente da Padtec, Jorge Salomão, a empresa contratou mais 65 funcionários para atender a encomenda da Telebrás. “Esses empregos são diretos, mas para cada um deles outras 15 vagas indiretas são criadas”, disse. Ele ressaltou que a rede da Telebrás é talvez a maior no mundo em implantação.

A Padtec venceu propostas da ZTE, Huawei e Ericsson para fornecer os componentes à Telebrás. O preço oferecido pela companhia foi de R$ 68,99 milhões, mais alto do que os das concorrentea. Porém, a empresa acabou beneficiada por ser a única com fabricação local de equipamentos, apoiada pelos incentivos fiscais do Processo Produtivo Básico (PPB). Em nova rodada de negociação reduziu o valor para R$ 63,09 milhões, menor do que a oferta da ZTE, de R$ 63,1 milhões.

Esse pregão foi o primeiro a usar as vantagens oferecidas à industria nacional estabelecida pela Medido Provisória 495/2010, mas outros órgãos do governo já estão indo pelo mesmo caminho. Um deles, é o Ministério da Defesa, em licitação de equipamentos e serviços para realização dos Jogos Militares. “A MP 495 é uma posição de governo e serve também para combater a guerra cambial estabelecida nos mercados internacionais”, disse Santanna.

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