Telcomp não quer proteção ao investimento em fibras


Como sempre, a polarização entre as teses defendidas pelas incumbentes e pelos novos players marcou o debate no 26º Encontro Tele.Síntese, que se realiza em Brasília. João Moura, presidente da Telcomp, a entidade que reúne as operadoras chamadas de competitivas (novas entrantes), defendeu que o regulador, para estimular os investimentos, não deve impor proteção às novas redes de fibras ópticas. Em sua visão, há outros mecanismos de incentivo ao investimento em novas redes (alavancas fiscais e financeiras). Segundo ele, países com maior sucesso na instalação de novas redes de fibras até a casa do cliente são os que adotarem o modelo de abertura de rede, e não de proteção por determinado período.

Moura acha fundamental que o novo PGMC, ainda em fase de análise no conselho diretor da Anatel – deve ir a voto em agosto –, seja simples o suficiente para que possa ser executado e fiscalizado. E disse que as medidas regulatórias pró-competição devem ser inseridas num contexto de políticas públicas, que envolvam estímulo à demanda, reforma tributária, compartilhameto da infraestrutura e financiamento de novas redes pelo BNDES.

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