Telcomp defende realização do leilão da banda H


A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) divulgou nota de apoio à Anatel, na qual defende a realização do leilão da banda H e acusa as operadoras que tentam impugnar o leilão de estarem de mobilizando para ” bloquear a entrada de novos competidores, com efeitos negativos sobre investimentos e expansão de serviços”. No entender da Telcomp, entidade que reúne 44 empresas do setor, “a simples postergação do leilão já representa vantagem para as operadoras atuais.” As celulares entraram com um recurso contra a cláusula do edital da banda H que impede os operadores que estão no mercado de disputarem esta licitação.

A Telcomp argumenta que a manutenção do atual quadro regulatório abre a possibilidade da entrada de um novo concorrente, que além de pagar pela outorga o preço definido em leilão, a partir do valor mínimo de R$ 1,1 bilhão, terá de promover investimentos expressivos para instalar novas redes e novos serviços, contribuindo, inclusive, para a expansão da oferta de banda larga no país.

“Um 5º operador terá o desafio de executar um plano de negócios agressivo, com estratégia
criativa e proposta de valor diferenciada. Esta injeção de inovação será positiva e estimulará os atuais operadores, fomentando a competição”, diz a nota. Argumenta ainda que mudanças nas regras do leilão nesta fase do processo colocam operadoras com poder significativo de mercado (PMS) em vantagem, uma vez que os investimentos que teriam que realizar para o uso das novas faixas “seriam marginais”.

“Como é sabido, a Anatel está trabalhando para a liberação de novas faixas de frequência para destinação ao serviço de comunicações móveis e, está claro que, no tempo certo serão disponibilizadas frequências adicionais suficientes para sustentar o crescimento deste mercado no país, independentemente da licitação da Banda H”, diz o comunicado. (Da redação, com assessoria de imprensa)

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