TelComp defende entrada da Vivendi no mercado brasileiro


TelComp, Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas, está se manifestando publicamente em defesa da Vivendi, na disputa entre a companhia francesa e a espanhola Telefônica pela aquisição da GVT. A entidade entende que a Vivendi, empresa com receitas anuais de US$ 37 bilhões e ampla experiência em banda larga, celular e TV …

TelComp, Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas, está se manifestando publicamente em defesa da Vivendi, na disputa entre a companhia francesa e a espanhola Telefônica pela aquisição da GVT. A entidade entende que a Vivendi, empresa com receitas anuais de US$ 37 bilhões e ampla experiência em banda larga, celular e TV paga, "pode agitar os mercados convergentes das telecomunicações no Brasil." A posição da Telcomp, divulgada hoje, é diferente da que foi colocada pelo presidente-executivo da entidade, Luis Cuza, quando a Telefônica fez sua oferta hostil pela GVT. Naquela ocasião, Cuza disse que a eventual compra da GVT pela Telefônica não traria prejuízos à concorrência, pelo contrário, ele apontava benefícios para concorrência no serviço de telefonia fixa em cidades das regiões 1 e 2, onde a GVT já opera. “A única desvantagem é que, caso concretizada a operação, impedirá a entrada da quarta operadora grande no país, que é a francesa Vivendi”, disse na época.

No comunicado divulgado hoje, Cuza avalia que a a chegada da Vivendi ao Brasil traria desconforto para a Telefônica e a Oi. "Seguramente, estas empresas teriam que começar a se preocupar com a qualidade e preços de seus serviços em muitos outros mercados, já que a Vivendi teria suficiente fôlego financeiro para contestar a posição dominante delas", acredita.
 
Na visão da associação, a oferta hostil feita pela Telefônica para compra da GVT foi a maneira encontrada pela operadora de defender sua posição de domínio nos mercados em que atua. "Mais do que nunca a entrada de um operador forte, com ofertas atrativas ao consumidor, tem alta probabilidade de abocanhar clientes da Telefônica", destaca Cuza.
 
Além disso, o executivo apresenta outros dois motivos para defender a posição de que a GVT não deve ser comprada pela Telefônica, mas sim por um forte competidor, diferente dos já estabelecidos no mercado. "Primeiro, antes de gastar quase R$ 6 bilhões na compra de uma outra operadora, a Telefônica deveria se preocupar em investir muito mais para atender adequadamente seus clientes em São Paulo. Segundo, o histórico de acordos entre Oi e Telefônica não nos leva a crer que, comprando a GVT, a Telefônica estaria disposta a entrar agressivamente nos mercados em que a Oi atua. A chance disso acontecer é muito pequena, o que nos faz concluir que a compra da GVT pela Vivendi traria benefícios muito maiores à concorrência e, claro, à coletividade de usuários dos serviços de telecomunicações no Brasil", ressalta. (Da redação, com assessoria de imprensa)

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