TelComp cobra política nacional para direito de passagem


A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) defende a intermediação do governo para reduzir o que chama de ‘custo Brasil’ de telecom, que são os altos preços cobrados pelas concessionárias de rodovias e de energia pelo direito de passagem em seus domínios. “Tem empresa cobrando R$ 10 mil por quilômetro a título de direito de passagem, preço que inviabiliza qualquer plano de negócio”, disse nesta sexta-feira (26) o gerente de Infraestrutura da entidade, Luiz Henrique Barbosa.

Segundo ele, situação semelhante ocorre nas negociações para o uso de postes das elétricas. “Algumas concessionárias cobram R$ 2 ou até menos para que as operadoras passem seus cabos por um poste, mas outras cobram até R$12, sendo que em um km tem cerca de 40”, disse. Barbosa ressalta que a atitude das concessionárias conflita com a determinação do governo, de massificar os serviços de telecomunicações por meio da redução das tarifas.

A sugestão da TelComp é de que o Ministério das Comunicações abra um diálogo com os Ministérios dos Transportes e das Minas e Energia, com a participação das respectivas agências reguladoras, para traçar uma política nacional de direito de passagem. Na opinião da entidade, essa medida é tão importante como a de redução dos preços de equipamentos de rede, já em negociação no governo.

A posição da TelComp foi reforçada pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, que em encontro promovido pelo Comitê de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) da Amcham (SP) nesta quinta-feira (25), criticou os altos valores cobrados pelas concessionárias de rodovias pelo direito de passagem em seus domínios. “O preço cobrado pelas concessionárias para passagem de redes de telecomunicações não cabe no plano de negócios da empresa”, afirmou.

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